Produtor cultural santareno residente no Rio de Janeiro, Paulo Cidmil comenta o post Santarém na “Veja”:
Prezado amigo Jeso,
A Veja há muito não merece credibilidade. Tem pauta como essa das cidades exatamente para arrecadar junto aos municípios com dinheiro em caixa e precisando de uma boa notícia e visibilidade nacional. A Veja doura a pílula de quem oferecer boa contrapartida.
A notícia na Veja servirá de alavanca para ações de marketing local. Quanto às notícias negativas como saneamento, lixo e mortalidade infantil, a matéria bota o problema em evidência para ajudar a liberar recursos federais. Seria bom o município esclarecer antes o que fez com os recursos do programa Minha Casa, Minha Vida.
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Com relação a violência, carro chefe da matéria, que você noticiou no texto acima, existe uma grande manipulação. Se o número de homicídios é pequeno, menor até do que os que lemos nos blogs e jornais do município, ficou de fora a estatística de assaltos, furtos, arrombamentos, brigas de gangues, que são bastante corriqueiros, com índice bastante elevado.
Lembre que há pouco tempo não se podia usar um laptop no Mirante ou na Orla sob risco de assalto. Isso foi notícia esse ano aqui no blog. No final de junho deste ano, fui assaltado, junto outros freqüentadores e a proprietária, dentro da sorveteria Nido da Orla, às 22:30 h, com revólveres na cabeça.
Melhor não levar a sério o que a Veja diz. Ela já esteve aí em outra ocasião fazendo matéria para elogiar a administração local. Essa pauta sobre cidades é tudo matéria paga, mesmo que não apareça a fatura.
Se fosse a Carta Capital ou a Piauí poderíamos dar algum crédito. São revistas, que mesmo tendo opção ideológica clara, primam pela ética e não se prestam a esse serviço.
A Veja, hoje, é uma moça de vida fácil de quinta. Se é que eu posso fazer essa maldade com essas profissionais, no meu ponto de vista, bem mais honestas que a revista Veja.