Contraponto do cantor e blogueiro Nelson Vinencci ao artigo Culto à irresponsabilidade e à impunidade, do advogado Ítalo Melo:
Dr. Italo Melo, ninguém discute obrigações a serem cumpridas, mas por que quando uma empresa dessa vem com um investimento nessa envergadura, os órgãos de fiscalização não se reúnem no sentido de viabilizarem o mais rápido possível as pendências? Para que, inclusive, diminua os custos para as empresas se instalarem, facilitando a operacionalização dos tramites legais.
É isso que a gente reclama.
Veja que na minha compreensão, o município, o estado e a união clamam por investimentos, buscam empresários e empresas para as cidades na intenção de gerar emprego e renda, mas quando as empresas chegam, e elas tem pressa, pois tudo no mundo capitalista é veloz, se deparam com entraves lentos e caros que passam a tornar o negócio inviável.
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É disso que o cidadão que quer o progresso reclama. O empresário vai investir 30 milhões em Santarém, o que deveria ser feiro de imediato? Todos os órgãos de fiscalização se disponibilizarem para que esse empresário tenha satisfação em investir na cidade e não procurar intriga, pois você sabe que quando um caso desse entra para a esfera judicial, as perspectivas de gastos são horrorosos, com honorários e outros trâmites que um processo desses vai consumir, fora o tempo que é indeterminado.
O caminho da corrupção e da ilegalidade, nessas licenças, decorre quase sempre pela demora das decisões que competem a estes organismos burocráticos e desinteressados. Queremos o progresso organizado e afinado com o meio ambiente, mas é quase impossível garantir isso, porque o maior problema está na ineficiência destes organismos. É só isso.