Jeso Carneiro

Cargill: nem vilões, nem heróis

O artigo A ferida aberta da Cargill suscitou o comentário a seguir, do jornalista e escrivão judicial Jota Ninos:

Parabéns, Tibério! Artigo elucidativo sobre a questão.

O problema é saber agora que lideranças ou que pessoas das novas gerações vão conseguir ter essa visão, para tentar pensar na Santarém de daqui há 10 ou 20 anos. O debate tem que sair do campo do sentimentalismo ambientalista ou do oportunismo desenvolvimentista.

Essa sempre foi minha questão em relação a todo o problema. As elites ruralistas não têm compromisso com o desenvolvimento e sim com o lucro. Os movimentos sociais andam desarticulados e os poucos que tentam alguma reação, a fazem com o espírito de Robin Hood.

Não precisamos de heróis e nem de vilões. Precisamos de pessoas inteligentes que possam sentar e discutir o futuro da cidade, com discernimento, com planejamento e não com passionalismo.

Das lideranças que conhecemos hoje, dificilmente poderemos ter a luta pelo meio termo aristotélico. E enquanto isso, a cidade continuará sujeita às intervenções econômicas que a desfigurarão pelas próximas décadas.

Ou não.

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