Réplica de Evaldo Viana ao post Coleta de lixo custa R$ 4 por mês:
Sr. Gary Lages,
O sr. refuta minha tese de que o valor que o povo santareno paga pela coleta de lixo é sobremaneira elevado, e faz uso de uma fórmula simplista para provar o contrário, ou seja, que pagamos um valor irrisório para manter a cidade limpa.
Cumpre, inicialmente, esclarecer que a população atendida pela coleta de lixo sequer chega perto de 280.000, quando muito, se aproxima dos 200.000 habitantes, que corresponde à população urbana. Sendo assim, o seu critério valor/per capita já se apresenta em elevado estado de decomposição.
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Mas vamos a uma metodologia mais adequada ao caso. Consideremos o valor por tonelada de lixo recolhida, critério considerado o mais usual, senão o único para a contratação desse tipo de serviço.
Considerando que cada santareno (população urbana) produz 1 kg/dia de lixo, chegamos a uma produção diária de 200 toneladas, que multiplicado por 365 dias nos dá 73.000 toneladas/ano.
Levando em conta que a prefeitura paga R$ 12,0 milhões por ano à empresa responsável pela coleta, chega-se a R$ 164,38 por tonelada. É pouco? É irrisório?
Vamos agora comparar com o valor pago por outros municípios onde a coleta de lixo também é considerada muito boa, à semelhança do que ocorre em Santarém.
1) São José dos Pinhais/Paraná: R$ 100,45/tonelada;
2) Canoas/RS: R$ 73,57
3) Porto Alegre/RS: R$ 67,25
4) Londrina/PR: R$ 63,98
Comparando com este último, Santarém paga quase R$ 100,00 a mais por tonelada, que multiplicado por 73.000, daria R$ 7,3 milhões.
Um outro aspecto a se considerar, sr. Gary, é que a prefeitura faria uma monstruosa economia se optasse pela execução direta desse serviço, pois o sr. não deve ignorar que a tecnologia utilizada para a coleta de lixo não foi licenciada pela NASA ou nenhuma empresa especializada em tecnologia espacial, e assim sendo, bastaria ao municipio adquirir 5 ou 6 caminhões coletores, aou preço total de não mais que R$ 1,5 milhão, contratar 30 ou 40 garis, realizar manutenção nos veículos de forma regular e e adquirir combustível a preços de mercado e eis que teríamos uma economia suficiente e bastante para realizarmos obras e serviços demandados pelo povo.
Obviamente que esse é o ponto de vista de um contribuinte que vê com extrema revolta o dinheiro público ser transformado em lixo, cuja reciclagem beneficia a uns poucos em detrimento do povo santareno.