Do leitor Eduardo dos Anjos, sobre o post Tapajós e Carajás na Folha:
Tenho 56 anos. Desde de que me entendo, muito antes de saber que Carajás e Marabá existiam, já ouvia falar no sentimento de separação, de criação do estado do Tapajós. Quando fui estudar em Belém, onde passei 8 anos, o sentimento de separação amadureceu muito mais, pois percebi o quanto eramos insignificantes para a população belemense e sua elite.
Seus jornais – A Província do Pará e o O Liberal, passavam a idéia de que o Pará era Belém e um pouco de sua região nordeste. Seus políticos incompetentes eram incapazes de pensar no interior, onde apenas iam buscar votos, e de propor uma política séria e consistente de desenvolvimento.
Concordo com o Dutra quando diz que é preciso cautela, mas como disse a um amigo belemense que tem medo da divisão: às vezes é preciso dividir para poder somar.
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Divididos, seremos três a somar posição favorável para a região. Sem a divisão, somos apenas um.