Jeso Carneiro

Estatizar o cinema?

Do leitor que se assina Nazareno Lima, sobre o artigo Cinema, que cinema??, de Evaldo Viana:

Cinema sempre foi e sempre será um atividade explorada pela iniciativa privada, querer que o poder publica intervenha nisso é o fim da picada, ou o fim do picadeiro como diria um amigo meu alemão. Se fecharam-se os cinemas é porque não houve demanda, não são essas as regras do capitalismo?

Santarém não é exceção, é regra. Em todo lugar foram fechadas belas e tradicionais salas de projeção e esses espaços, bem menores, foram transferidos em sua maioria para o shopping.

Bem a gosto do capitalismo, o poder publico não deve intervir na banda larga, na telefonia, na geração e distribuição de energia, no sistema bancário e se não tivermos cuidados, vão privatizar o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, a Petrobrás e o que resta ainda de patrimônio do povo. Mas em uma sala de projeção para atender um ou outro turista ou quem queira assistir Avatar, Duro de Matar IV, Desejo de Matar V (não sei se o Charles Bronson ainda é vivo), Xuxa (nossa Marlene Dietrich) e os 40 baixinhos e mais tantos e tantos enlatados que nos entopem, principalmente vindo USA.

Enquanto discutimos a falta de salas de projeção de películas, alguns querendo socializá-las, vamos privatizando a saúde, a educação, segurança, ou seja, serviços essenciais que cabe ao poder público cuidar.

Do jeito que as coisas estão indo, da aqui a pouco, a Prefeitura vai ter que abrir uma academia de Luta Vale Tudo, afinal é um diversão!

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