De Kenneth Fleming, sobre o post Família desiste de doação de órgãos:
Que tristeza de saber que a família do paciente desistiu da doação. Eu que passei recentemente por essa via-crúcis, com membro da família que precisou de um fígado, sei o desespero e a angústia dos que esperam por um órgão.
Felizmente nos últimos minutos que restavam encontrou-se um doador, com uma família que não olhou para a morte, para o fim, e sim para a vida, para a continuidade, e hoje o brilho, a vida daquele doador está presente em outra pessoa.
Infelizmente, as convicções religiosas são os maiores obstáculos às doações. Para os que crêem, deveriam ter em mente que a doação possibilitará a continuidade de uma vida, a felicidade de famílias inteiras, além de, contrabalanceando a perda do doador que se foi, terem o conforto do cometimento de um gesto nobre, de cidadania em seu grau máximo.
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Torço para que apareçam famílias comprometidas com a continuidade da vida, e não somente com a preservação momentânea de um corpo inerte, que em dias virará pó.