De Evaldo Viana, sobre o artigo “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não entende da arte”, da lavra de Cristovam Sena:
Caro amigo Cristovam,
Estou inteiramente de acordo com a sua opinião de que também intra munícipios as injustiças e desigualdades na distribuição dos recursos são, da mesma forma, reproduzidas com maior ou menor intensidade.
Um exemplo que pode muito bem ilustrar e confirmar a sua tese é a situação de completo abandono vivida pelas comunidades da região do Curuá-Una, entre elas a de São Francisco do Puraqué, cujos comunitários estão tirando dinheiro do próprio bolso para abrir uma estrada que é vital para a sobrevivência dessas comunidades. e que é de inteira responsabilidade do município de Santarém.
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E o que mais causa indignação é que a prefeitura de Santarém recebe da Eletronorte, todos os anos, cerca de R$ 400 mil a título de compensação financeira pelos transtornos causados pela hidrelétrica de Curuá-Una. Esses recursos deveriam ser investidos integralmente nessas comunidades que são duramente afetadas e prejudicadas pela barragem.
O que o governo Maria do Carmo tem feito por essas comunidades? Absolutamente nada. Não apenas não investe os recursos ordinários do tesouro municipal, como ainda delas retira e se apropria dos recursos repassados ao municipio em função delas.
Quer dizer, há sim graves e profundas injustiças sendo cometidas pelas prefeituras contra o povo interiorano, mas confesso que não tenho condições de acompanhar o tratamento que o governo do estado dispensa aos 27 municípios da nossa região e ao mesmo tempo elaborar planilhas município por município, comunidade por comunidade, informando qual o Coeficiente de Injustiça Municipal com essas comunidades.
Doravante, dedicarei o pouco tempo vago de que disponho cuidando do Coeficiente de Injustiça Estadual com os Municípios de nossa região – CIEM.