Do leitor(a) que se assina Madija, sobre o post Elites, esgotos e Alter do Chão, da lavra de Tiberio Alloggio:
Tibério,
Você colocou na pauta um debate de grande importância que é o saneamento ambiental das nossas cidades.
Nós temos que parar com essa idéia que toda a responsabilidade para resolver os problemas é do poder público. Quando é que vamos entender que o cidadão também tem responsabilidades nesse processo?
De qualquer forma, nós já avançamos bastante no aspecto da coleta de lixo que era até seis anos atras um problema que a população não tinha uma resposta de ninguém. Hoje, a Prefeitura de Santarém está de parabéns pelo serviço de qualidade que vem prestando na coleta de lixo.
Por outro lado, precisamos separar o joio do trigo. Vejam: o esgoto da minha casa eu não posso destinar pra rua. Pelo legislação ambiental e o Código de Postrura, é de minha responsabilidade construir um sumidoro. Então, no caso de Alter do Chão, de quem é a responsabilidade para dar o destino correto dos seus esgotos e águas servidas? O poder púiblico ou os detentores de mansões nessa localidade?
De qualuer forma é importante também ressaltar que cabe ao poder público cobrar e fiscalizar o cumprimento da lei; lamentavelmente no caso de Santarém não funciona porque o gestor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é um dos detentores de mansões a beira do lago de Alter do Chão, logo ele não tem interesse de fazer nenhuma fiscalização ou punir quem está comentendo infração.
Nesse sentido, o Tibério tem toda razão: a responsabilidade pelo cuidado do meio ambiente é de todos; mas a elite reacionária de Santarém acha que o poder público deve estar a seu serviço realizando ações que é de sua responsabilidade. Um dia isso vai acabar!