Jeso Carneiro

Siglas e políticos pula pula

Do leitor que se assina Joaquim Onésimo, sobre o post Vereadora troca PDT pelo Solidariedade:

Criar partido político, no Brasil, está na moda. Não importa se o partido presta para algo bom, ou se serve apenas para elencar rol de promesseiros; servindo para o bem do bolso de quem o criou, tudo bem.

Há tanta sigla partidária que o eleitor acaba achando que são todos do mesmo saco. E são. O tal fundo partidário, que sai do bolso do trabalhador que paga imposto incentiva a criação dessas cascas onde se escondem peças sem escrúpulos.

Hoje partidos servem de covil para aprendizes de políticos aventureiros, muitos deles encapados de lobos em pele de cordeiro, sem qualquer vocação para a política, mas a troco de uma bola, de uma dentadura, de um jogo de camisa para
o time de pelada ou de promessas mirabolantes acabam arrebanhando votos e chegam no ninho onde jorra leite e mel.

Marcela Tolentino é mais uma que se aninha em partido, como tantos outros. Desrespeita o voto dos eleitores que lhe concederam a confiança para representá-los na Câmara Municipal. Eleitores, muitos deles, que se identificam com a sigla PDT.

Fazendo isso, ela vira as costas para quem a elegeu e mostra que ideologia política e apreço ao eleitor estão fora de moda e não estão acima dos interesses econômicos ou sabe lá qual mais.

Minha opinião é que um político que saísse de um partido para outro deveria perder o mandato, independente de qualquer situação. Afinal, ele saiu do partido que lhe deu guarita. Cuspiu no prato que comeu.

Será que Marcela Tolentino saindo do PDT terá a mesma chance de se reeleger ou lograr vitória em pleito para outro cargo? Será que se aninhando no Solidariedade ficará mais fácil aglutinar benesses que certamente emergirão do ninho tucano que hoje comanda a prefeitura?

Há tantos que pularam de ninho e hoje mendigam, de quatro em quatro anos, o voto do eleitor, e o que recebem são decepções. Talvez porque o eleitor lembra que é o tipo pula pula.

É hora de o eleitor começar a perceber em quem vota e para quem vota. Se vota para que seja representado e para que seja ouvido, ou se vota para dar ponte a quem gargalha como quem chora apenas para se eleger.

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