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	Comentários sobre: Encontro inédito reúne docentes da UFOPA	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 01 Oct 2010 17:09:49 +0000</lastBuildDate>
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		Por: Heliana Aguiar		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/educacao-e-cultura/encontro-inedito-reune-docentes-da-ufopa.html#comment-30999</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heliana Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 17:09:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jeso Carneiro,

Obrigada por divulgar o nosso evento e destaco que, apesar de ser um encontro docente, ele é gratuito e aberto para todos/as que queiram participar.

Abraços
Profa. MsC Heliana Aguiar
Programa de Pedagogia-ICED/UFOPA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jeso Carneiro,</p>
<p>Obrigada por divulgar o nosso evento e destaco que, apesar de ser um encontro docente, ele é gratuito e aberto para todos/as que queiram participar.</p>
<p>Abraços<br />
Profa. MsC Heliana Aguiar<br />
Programa de Pedagogia-ICED/UFOPA</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Milton Mauer		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/educacao-e-cultura/encontro-inedito-reune-docentes-da-ufopa.html#comment-30998</link>

		<dc:creator><![CDATA[Milton Mauer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 14:59:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nas cercanias da Universidade Estadual do Pará (Uepa),  é comum jovens estudantes fazerem suas refeições de meio dia em algum dos restaurantes simples por lá instalados. Negócio oportuno.
Gente nova, aplicando seus investimentos no  sonho do futuro ideal. Por certo todos em medicina, a identificação está nos trajes. Em suas características percebem-se traços de quem foi bem cuidado. Semblantes descansados, muito vigor,  sem grandes preocupações, a não ser estudar.  Estão aqui para no momento viver e se preparar para a profissão.  Me repreendo para não cair no preconceito ou qualquer discriminação. Há méritos no que conquistaram, o que lhes custou esforço para aproveitarem a oportunidade que se apresentou. E deve  custar ao bolso dos pais em custear seus filhos distantes de casa, em aluguel, alimentação, transporte, livros.  Mais ainda para quem mantêm  a bela estudante estacionando o carro, denunciada pela  procedência na identificação da placa de uma capital de outro estado.
Também almoço por vezes no local. Para mim, água para acompanhar. Vêm-me à memória os tempos que  vivi a mesma situação de estudante longe de casa, das cartas pedindo dinheiro aos pais. Tempos bons. Só estudar. Talvez por isso não possa me autorizar a olhar tão negativamente para este privilégio que vivem estes jovens de agora.
Não pude evitar, no entanto,  os maldosos sentimentos que de lance atravessaram-me a mente. “Sustento a faculdade desta turma com meus impostos”. Me vejo amanhã numa fila para ser atendido por algum deles no sistema público de saúde. Me antevejo também tendo preferência   passando à frente dos demais porque paguei caro uma consulta particular. 
À noite receberei minha turma de acadêmicos em instituição particular. Eles me pagam. Vindos atrasados. Ainda com o uniforme do trabalho. Semblantes suados, e cansados depois de mais um dia de luta pela sobrevivência. O que ganham mal cobre o custo da mensalidade. Mantemos e perpetuamos todos este sistema. Criamos, produzimos, sustentamos nossos algozes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas cercanias da Universidade Estadual do Pará (Uepa),  é comum jovens estudantes fazerem suas refeições de meio dia em algum dos restaurantes simples por lá instalados. Negócio oportuno.<br />
Gente nova, aplicando seus investimentos no  sonho do futuro ideal. Por certo todos em medicina, a identificação está nos trajes. Em suas características percebem-se traços de quem foi bem cuidado. Semblantes descansados, muito vigor,  sem grandes preocupações, a não ser estudar.  Estão aqui para no momento viver e se preparar para a profissão.  Me repreendo para não cair no preconceito ou qualquer discriminação. Há méritos no que conquistaram, o que lhes custou esforço para aproveitarem a oportunidade que se apresentou. E deve  custar ao bolso dos pais em custear seus filhos distantes de casa, em aluguel, alimentação, transporte, livros.  Mais ainda para quem mantêm  a bela estudante estacionando o carro, denunciada pela  procedência na identificação da placa de uma capital de outro estado.<br />
Também almoço por vezes no local. Para mim, água para acompanhar. Vêm-me à memória os tempos que  vivi a mesma situação de estudante longe de casa, das cartas pedindo dinheiro aos pais. Tempos bons. Só estudar. Talvez por isso não possa me autorizar a olhar tão negativamente para este privilégio que vivem estes jovens de agora.<br />
Não pude evitar, no entanto,  os maldosos sentimentos que de lance atravessaram-me a mente. “Sustento a faculdade desta turma com meus impostos”. Me vejo amanhã numa fila para ser atendido por algum deles no sistema público de saúde. Me antevejo também tendo preferência   passando à frente dos demais porque paguei caro uma consulta particular.<br />
À noite receberei minha turma de acadêmicos em instituição particular. Eles me pagam. Vindos atrasados. Ainda com o uniforme do trabalho. Semblantes suados, e cansados depois de mais um dia de luta pela sobrevivência. O que ganham mal cobre o custo da mensalidade. Mantemos e perpetuamos todos este sistema. Criamos, produzimos, sustentamos nossos algozes.</p>
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