Jeso Carneiro

Lições da professora

Comentário do advogado e economista Helvecio Santos sobre o artigo Escola Carequinha: ética e caráter há 50 anos, da lavra de Antenor Giovannini:

Querido Antenor,

O “vírus” santareno já te picou e, melhor, não tem cura! Para onde quer que vá, Santarém estará dentro de ti. Estará na tua pele como tatuagem e não adianta lutar, o melhor é se render.

Bom, vamos lá! A minha experiência é ímpar. Eriberto e eu estávamos no terceiro ano primário do Grupo Escolar Frei Ambrósio e os alunos foram comunicados que, ao final do ano, o primeiro e segundo lugares teriam bolsa na Escola Primária Anexa ao Colégio Dom Amando.

No final do ano, não lembro se foi a Professora Tereza Miléo Câmara ou a Professora Semírames Fernandes, deu-nos a boa notícia e lá fomos, Eriberto e eu, para a Escola Primária Anexa. Quem, como diretora, recebeu os dois matutos vindos de escola pública para a elite do saber santareno?

Professora Terezinha, a qual sempre teve uma preocupação no acompanhamento de nossos estudos. No ginásio e no colegial estudávamos com meia bolsa, mas no terceiro ano científico o papai não conseguiu mais pagar e terminei o científico no Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, sendo a primeira turma formada no colégio.

No dia de minha formatura, quem estava na mesa que dirigia os trabalhos? Professora Terezinha. Como naquela época minha vida era uma correria só, ninguém da minha família estava presente. Quem levantou da mesa e disse: Esse (o canudo) eu faço questão de entregar” ? Professora Terezinha.

Não fui aluno do Carequinha e a Professora Terezinha nunca me deu aulas…sempre me deu lições. Sempre que falava com ela tinha certeza que falava com um ser ILUMINADO! Ela certamente está no céu como diretora da escola de catequese.

Saudades da Mestra Querida.

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