Contraponto do advogado André Cavalcante, de Belém, ao post Autonomia no SR, da lavra de Dani Monteiro:
Dani,
Autonomia não pode ser confundida com quebra de hierarquia.
Em qualquer instituição humana, como qualquer empresa ou família, por exemplo, cada membro tem um papel definido. Um filho não pode demitir uma empregada doméstica, assim como o atendente não tem competência para contratar ou demitir um copeiro. Ou seja, quem define o futuro da família são os pais, assim como na empresa é o gerente, ou alguém hierarquicamente superior a ele.
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No SREC é a mesma coisa. Quem contrata e demite qualquer funcionário do clube é o presidente. Os diretores e funcionários, como o treinador do time profissional, por exemplo, até podem adotar algumas medidas administrativas dentro das suas respectivas competências, contudo, decisões com reflexos diretos na vida do clube devem e tem sim que passar necessariamente pelo presidente, já que ele, em última instância, é o responsável pela instituição.
O técnico Valter Lima pode e deve definir com quais atletas gostaria de trabalhar, contudo, a contratação dos escolhidos é incumbência da Diretoria de Futebol com a chancela do presidente, valendo a mesma lógica para as demissões daqueles que já mantém vínculo trabalhista com o clube.
Se contrário fosse hoje o SREC estaria servido de jogadores como o Messi, desejo de qualquer treinador, contudo, só a Diretoria e o presidente sabem se o clube pode ou não pagar o salário do atleta.
Não deve ser necessário lhe lembrar que a demissão de qualquer trabalhador tem diversos reflexos, inclusive financeiros. A questão quando chega a este extremo deve ser bem conduzida para que não se corra o risco de se envolver em questões trabalhistas que quase sempre são nocivas aos clubes, vide o exemplo do nosso maior rival em Santarém que hoje briga para se reestruturar em virtude do enorme patrimônio perdido irresponsavelmente por gestões se não desonestas, pelo menos descompromissadas com o bem da instituição.
Assim, o treinador poderia ter no máximo recomendado o afastamento do atleta do grupo à Diretoria para que esta, juntamente com o presidente, decidisse o que fazer.
De toda sorte não podemos fazer disso um cavalo de batalha. O importante é a instituição SREC, os homens conversando se entendem.
Avante Pantera… Domingo é o início da reação.