
Provocada pelo blog sobre o texto final da conferência da Rio +20, da qual participa, a professora doutora Raimunda Monteiro, da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), assim se manifestou:
– Acredito que o fato do documento (rascunho) ser tão pífio, isso pode animar os representantes de Estado a assumir algum comprimisso adicional de algum impacto.
O evento encerra oficialmente hoje (22) à tarde.
Abaixo, a íntegra da resposta da ambientalista santarena:
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“Os negociadores de 193 países chegaram nesta terça-feira (19) a um acordo sobre o texto final da conferência Rio+20 a ser submetido aos líderes mundiais, que começavam a chegar à cidade do Rio de Janeiro para participar da cúpula que discute as formas de preservação dos recursos naturais do planeta e a maneira de tirar milhares de pessoas da pobreza.
Sem metas claras não há como controlar compromissos. Nesse sentido, a reunião do C40, das 40 maiores cidades do mundo foi mais efetiva. Estabeleceram metas de redução de emissões de CO2 e isso deve impulsionar a inovação em relação ao transporte de massas, ao destino e reciclagem do lixo urbano e a melhoria da vida das grandes cidades. O conceito de bem-estar nas cidades passa a incorporar a dimensão de contribuição para a saúde do planeta.
Acredito que o fato do documento (rascunho) ser tão pífio, isso pode animar os representantes de Estado a assumir algum comprimisso adicional de algum impacto. Tudo é possível. Até aqui, entre os movimentos ambientalistas, a frustração é grande. No entanto, os maiores resultados estão acontecendo de fato nas inciattivas de paises e sociedade civil. A consciência ambiental não tem volta”.