
Um dos principais críticos internacionais da política ambiental brasileira, o presidente da França, Emmanuel Macron, citou novamente o desmatamento da Amazônia nesta terça-feira, pedindo que a Europa reduza sua dependência da soja produzida no Brasil investindo na produção local.
“Vocês são contra as queimadas na Floresta Amazônica, mas nós vivemos a consequência disso”, disse o presidente francês.
“E a maneira concreta de pôr um fim não é simplesmente falar, mas agir. E agir é dizer: nós hoje precisamos da soja brasileira para viver. Então vamos produzir a soja europeia ou equivalente”.
De acordo com estatísticas do Ministério da Agricultura, a França importou 1,7 milhão de toneladas de soja do Brasil em 2020, movimentando US$ 570 milhões. Procurada, a pasta informou que não irá se manifestar sobre as declarações de Macron.
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O breve discurso do presidente francês está em linha com plano anunciado em dezembro do ano passado, um dia após o Brasil anunciar o maior patamar de desmatamento desde 2008 na Amazônia.
Na ocasião, o ministro da Agricultura da França, Julien Denormandie, detalhou plano para aumentar em 40% a produção de soja no país num prazo de três anos, e dobrar a área plantada em uma década.
Para isso, o governo francês vai investir ao menos 100 milhões de euros, cerca de R$ 650 milhões pela cotação atual, em pesquisa, expansão da armazenagem e no convencimento de produtores.
Presidente Macron: rota de colisão
“(A pandemia) revelou uma série de vulnerabilidades e dependências, e a primeira delas é em relação à importação de alimentos”, afirmou Denormandie, na ocasião. “E como parte dessa dependência de alimentos, há obviamente a questão das proteínas”.
Em 2019, Macron entrou em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro por causa do aumento das queimadas na Amazônia. Como resposta, Bolsonaro debochou da primeira-dama francesa, Brigitte, por ela ser 24 anos mais velha que o marido.
Desde então, o governo francês tem sido um dos principais críticos do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que precisa ser aprovado por todos os países do bloco para entrar em vigor. Em outubro, o Parlamento Europeu rechaçou o texto do acordo, citando questões ambientais.
Com informações de O Globo
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Barulhento. Não conseguiram até hoje uma produção ideal para sua população , não será agora. E se não quiser, essa comprinha dele vai ser fácil recolocar.
Nessa época Macron não conhecia a Micheque.