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	Comentários sobre: Círio da Conceição: a primeira festa	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		Por: Anselmo Colares		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anselmo Colares]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 22:17:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sidney, também estou ausente de Santarém no dia que foi consagrado, desde os primórdios da sua fundação, à nossa Senhora da Imaculada Conceição. No momento em que lia o seu texto, ouvi sons de crianças brincando. Fui até a janela e fiqei contemplando-as. E me lebrei de uma passagem em que o nosso maior Mestre ensinava sobre a pureza, a inocência, e a ternura que elas carregam. E alertava para o fato de que há criaturas tão desprezíveis ao ponto de tirar-lhes estas vestes que foram postas por Deus, e colocarem em seu lugar os trajes mais abjetos que a humanidade é capaz de produzir. E roubam-lhes, assim, a condição de crianças, antecipam-lhes as dores, a revolta, a falta de perspectivas, e todos os males que a estes possam ser associados.
Na sequência, fiz uma associação destas reflexões com o momento que o Pará está vivendo quanto a proposta de desmembramento, da possibilidade de nascimento de algo novo, ao mesmo tempo em que possa repaginar o velho estado tão corroído de erros e vícios quase insolúveis. Fiquei a pensar nas crianças, de todas as idades, crianças no sentido de pessoas que alimentam esperanças, no sentido de que ainda carregam sentimentos de solidariedade e de justiça, crianças que amam de verdade, que sorriem sem falsidades, e que choram apenas quando vêem as pessoas a quem amam tristes por se sentirem impotentes para mudar o curso da história na direção de oferecer a todos as mesmas oportunidades de progresso e de bem estar.
Estou convencido de que a divisão territorial do Pará é o melhor caminho para evitar a separação litigiosa que vai se instalar em consequência da vitória da permanência da colonização e do egoismo que são marcas históricas desse estado tão gigante e ao mesmo tempo tão pequeno, quando se é capaz de compreender as diferenças sociais que se fazem presentes em suas diferentes localidades.
Lendo seu texto, e a forma como concluiu, e considerando o contexto ao qual fiz referência, sinto-me instigado a terminar pedindo a Deus que ilumine a todos os que compreendemos o sentido do nascer de novo e o sentido da esperança, que digam para o sonho do Tapajós SIM, agora e sempre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sidney, também estou ausente de Santarém no dia que foi consagrado, desde os primórdios da sua fundação, à nossa Senhora da Imaculada Conceição. No momento em que lia o seu texto, ouvi sons de crianças brincando. Fui até a janela e fiqei contemplando-as. E me lebrei de uma passagem em que o nosso maior Mestre ensinava sobre a pureza, a inocência, e a ternura que elas carregam. E alertava para o fato de que há criaturas tão desprezíveis ao ponto de tirar-lhes estas vestes que foram postas por Deus, e colocarem em seu lugar os trajes mais abjetos que a humanidade é capaz de produzir. E roubam-lhes, assim, a condição de crianças, antecipam-lhes as dores, a revolta, a falta de perspectivas, e todos os males que a estes possam ser associados.<br />
Na sequência, fiz uma associação destas reflexões com o momento que o Pará está vivendo quanto a proposta de desmembramento, da possibilidade de nascimento de algo novo, ao mesmo tempo em que possa repaginar o velho estado tão corroído de erros e vícios quase insolúveis. Fiquei a pensar nas crianças, de todas as idades, crianças no sentido de pessoas que alimentam esperanças, no sentido de que ainda carregam sentimentos de solidariedade e de justiça, crianças que amam de verdade, que sorriem sem falsidades, e que choram apenas quando vêem as pessoas a quem amam tristes por se sentirem impotentes para mudar o curso da história na direção de oferecer a todos as mesmas oportunidades de progresso e de bem estar.<br />
Estou convencido de que a divisão territorial do Pará é o melhor caminho para evitar a separação litigiosa que vai se instalar em consequência da vitória da permanência da colonização e do egoismo que são marcas históricas desse estado tão gigante e ao mesmo tempo tão pequeno, quando se é capaz de compreender as diferenças sociais que se fazem presentes em suas diferentes localidades.<br />
Lendo seu texto, e a forma como concluiu, e considerando o contexto ao qual fiz referência, sinto-me instigado a terminar pedindo a Deus que ilumine a todos os que compreendemos o sentido do nascer de novo e o sentido da esperança, que digam para o sonho do Tapajós SIM, agora e sempre.</p>
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