Em ofício datado deste dia, o padre Antonio Manoel Sanches de Brito dá conta da “Tomada de Ecuipiranga” pelas tropas legais (ocorrido em 12 de julho). Assim escreve o padre: “Em verdade os rebeldes não precisavam de armas para se defenderem e repelirem qualquer força por mais aguerrida que fosse e só vendo se pode fazer uma idéia de como perigoso e temerário foi o ataque; perdemos dos nossos (tropas legais) sete e 88 feridos, destes só 4 mortais e da parte dos rebeldes (cabanos) só nas trincheiras cinco; recolhendo-se a expedição que os havia em debandada acharam muitas sepulturas frescas pelas estradas, campos e casas, e pelos que se tem apresentado em numero já excedente de 300 – entre homens, mulheres e negros, sabemos que foi grande o número de feridos; os negros conto 70 a 80 apresentados, alguns apanhados e outros mortos”. Vale ressaltar ainda que a tropa comandada pelo referido padre era composta de índios Mundurucu, que, aliados ao Governo da Província, ajudaram a dizimar a resistência cabana.