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	Comentários sobre: Retrovisor. Sala do Tribunal do Júri	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		<title>
		Por: Luiz Ismaelino Valente		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/memoria/retrovisor-sala-do-tribunal-do-juri.html#comment-100499</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luiz Ismaelino Valente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 22:19:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Jeso,

Com problemas no meu PC, só hoje consegui ver a linda foto do Apolônio Fonna mostrando o Salão do Tribunal do Juri de Santarém no antigo palacete da Prefeitura hoje Museu João Fonna.

Reparei, inclusive, na foto, ao fundo: o quadro &quot;A Justiça&quot;, do João Fonna, irmão do Apolônio.

Quando cheguei a Santarém em 1977para assumir a 1ª Promotoria de Justiça, procurei insistentemente por esse quadro. Fui descobrí-lo, junto com outras pinturas, inclusive o retrato do Barão de Santarém, no porão da Câmara (onde hoje voltou a ser o Theatro Vitória).

Pedi licença ao presidente do Legislativo, Paulo Roberto Mattos, e levei esses dois quadros para outro irmão do Apolónio, o Pedro Fonna, também conhecido como Pedro Camargo, o exímio artista das cuias pintadas, para restaurá-los.

Pedro, honestamente, disse-me que faria apenas a limpeza dos quadros e a restauração das molduras, mas não tocaria na pintura original, pois isso seria &quot;um sacrilégio&quot;.

Feito o trabalho, entreguei o retrato do Barão à Casa da Cultura &quot;João Santos&quot; e levei o quadro &quot;A Justiça&quot; para o gabinete da 1ª Promotoria de Justiça no Forum Ernesto Chaves.

Quando havia sesões do Tribunal do Juri, o quadro era levado para lá durante todo o período dos julgamentos e depois voltava ao gabinete do 1º Promotor. Tenho fotos de minha atuação no Juri de Santarém, com o quadro do João Fonna ao fundo. E eu nem conhecia a bela foto do Apolônio, em boa hora resgatada pelo Padre Sidney.

Quando saí de Santarém em 1987, fui tentado a trazer para Belém comigo o quadro do João Fonna, pois sou casado com uma sobrinha-neta dele. A honestidade e a responsabilidade, contudo, falaram mais alto, e entreguei o quadro, mediante ofício, à casa da Cultura João Santos, pois o quadro pertence de fato à comunidade santarena.

De lá, foi levado para o atual Museu João Fonna, onde sofreu uma bárbara &quot;intervenção&quot;, ocasião em pintaram o rosto da Justiça com a imagem de uma ex-prefeita santarena. A família, obviamente, chiou, tendo o apoio de muitos intelectuais, e o quadro foi repintado outra vez, para mostrar uma Justiça anônima e vendada, como era no original. Esse verdadeiro crime contra o patrimônio cultural santareno, porém, não podia ter acontecido.

Agora, vendo a foto do Apolônio Fonna, vêm-me à mente que a pesquisadora Ligia Simonian, da UFPA, tem um magnífico livro sobre Apolônio, &quot;o pioneiro da fotografia em Santarém&quot;, ricamente documentado. Pelo que eu sei, o livro está prontinho da silva, com a editoração eletrônica concluída há uns dois ou três anos, mas a pesquisadora luta bravamente com a falta de patrocínio oficial para editá-lo.

Sei que a atual gestão municipal não se interessou em bancar a essa obra. É lamentável pagar uma fábula para cantores de outros estados virem &quot;abrilhantar&quot; o Sairé, embora sem nada terem a ver com o Sairé, e a Pefeitura não tomar a si a responsabilidade pela edição de uma obra como essa que tem tudo a ver com o resgate da história e da cultura mocorongas.

Não lanço a pergunta à minha amiga Maria do Carmo, que já está deixando o cargo daqui a pouco mais de dois meses, mas lanço-a ao prefeito eleito Alexandre Wanghon: por que a Prefeitura não arca com a edição do livro da Professora Ligia sobre o Apolônio Fonna?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jeso,</p>
<p>Com problemas no meu PC, só hoje consegui ver a linda foto do Apolônio Fonna mostrando o Salão do Tribunal do Juri de Santarém no antigo palacete da Prefeitura hoje Museu João Fonna.</p>
<p>Reparei, inclusive, na foto, ao fundo: o quadro &#8220;A Justiça&#8221;, do João Fonna, irmão do Apolônio.</p>
<p>Quando cheguei a Santarém em 1977para assumir a 1ª Promotoria de Justiça, procurei insistentemente por esse quadro. Fui descobrí-lo, junto com outras pinturas, inclusive o retrato do Barão de Santarém, no porão da Câmara (onde hoje voltou a ser o Theatro Vitória).</p>
<p>Pedi licença ao presidente do Legislativo, Paulo Roberto Mattos, e levei esses dois quadros para outro irmão do Apolónio, o Pedro Fonna, também conhecido como Pedro Camargo, o exímio artista das cuias pintadas, para restaurá-los.</p>
<p>Pedro, honestamente, disse-me que faria apenas a limpeza dos quadros e a restauração das molduras, mas não tocaria na pintura original, pois isso seria &#8220;um sacrilégio&#8221;.</p>
<p>Feito o trabalho, entreguei o retrato do Barão à Casa da Cultura &#8220;João Santos&#8221; e levei o quadro &#8220;A Justiça&#8221; para o gabinete da 1ª Promotoria de Justiça no Forum Ernesto Chaves.</p>
<p>Quando havia sesões do Tribunal do Juri, o quadro era levado para lá durante todo o período dos julgamentos e depois voltava ao gabinete do 1º Promotor. Tenho fotos de minha atuação no Juri de Santarém, com o quadro do João Fonna ao fundo. E eu nem conhecia a bela foto do Apolônio, em boa hora resgatada pelo Padre Sidney.</p>
<p>Quando saí de Santarém em 1987, fui tentado a trazer para Belém comigo o quadro do João Fonna, pois sou casado com uma sobrinha-neta dele. A honestidade e a responsabilidade, contudo, falaram mais alto, e entreguei o quadro, mediante ofício, à casa da Cultura João Santos, pois o quadro pertence de fato à comunidade santarena.</p>
<p>De lá, foi levado para o atual Museu João Fonna, onde sofreu uma bárbara &#8220;intervenção&#8221;, ocasião em pintaram o rosto da Justiça com a imagem de uma ex-prefeita santarena. A família, obviamente, chiou, tendo o apoio de muitos intelectuais, e o quadro foi repintado outra vez, para mostrar uma Justiça anônima e vendada, como era no original. Esse verdadeiro crime contra o patrimônio cultural santareno, porém, não podia ter acontecido.</p>
<p>Agora, vendo a foto do Apolônio Fonna, vêm-me à mente que a pesquisadora Ligia Simonian, da UFPA, tem um magnífico livro sobre Apolônio, &#8220;o pioneiro da fotografia em Santarém&#8221;, ricamente documentado. Pelo que eu sei, o livro está prontinho da silva, com a editoração eletrônica concluída há uns dois ou três anos, mas a pesquisadora luta bravamente com a falta de patrocínio oficial para editá-lo.</p>
<p>Sei que a atual gestão municipal não se interessou em bancar a essa obra. É lamentável pagar uma fábula para cantores de outros estados virem &#8220;abrilhantar&#8221; o Sairé, embora sem nada terem a ver com o Sairé, e a Pefeitura não tomar a si a responsabilidade pela edição de uma obra como essa que tem tudo a ver com o resgate da história e da cultura mocorongas.</p>
<p>Não lanço a pergunta à minha amiga Maria do Carmo, que já está deixando o cargo daqui a pouco mais de dois meses, mas lanço-a ao prefeito eleito Alexandre Wanghon: por que a Prefeitura não arca com a edição do livro da Professora Ligia sobre o Apolônio Fonna?</p>
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		<title>
		Por: João Renato Aires De Mendonça		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/memoria/retrovisor-sala-do-tribunal-do-juri.html#comment-100498</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Renato Aires De Mendonça]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Oct 2012 19:21:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Presidindo a sessão, ao fundo, o Excelentíssimo Juiz Dr. Climério Machado De Mendonça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Presidindo a sessão, ao fundo, o Excelentíssimo Juiz Dr. Climério Machado De Mendonça.</p>
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		<title>
		Por: Gilmar S. Rodrigues dos Santos		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/memoria/retrovisor-sala-do-tribunal-do-juri.html#comment-100497</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilmar S. Rodrigues dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Oct 2012 16:11:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Deveria ter uma galeria com as fotos de Apolônio Fona, para a população conhecê-lo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deveria ter uma galeria com as fotos de Apolônio Fona, para a população conhecê-lo.</p>
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