No blog Radar Online, do jornalista Lauro Jardim:

A Equatorial Energia, do grupo Vinci Partners, acaba de comprar a Celpa.

O valor do negócio: um real.

A Celpa estava sendo disputada também pela holding J&F, da família de Joesley Batista.

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Leia mais sobre o negócio em Equatorial compra Celpa e amplia atuação na região Norte.

Leia também:
Leitor pede energia de qualidade, e Celpa ignora.

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3 Comentários em: Equatorial compra Celpa por 1 real

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  • Guerreiro disse:

    Valeu Jatene pela privatização da Celpa !!

    Está aí a essência da Privataria Tucana:

    A Celpa foi vendida pelos tucanos a preço de banana. Durante 14 anos os compradores da empresa ficaram sugando tudo que podiam, centenas de milhões de Reais, não investiram nada e quando a bomba estourou entregaram na mão da justiça.

    Após aprovarem um plano de recuperação judicial onde a própria empresa vai gerar os fluxos necessários para a sua recuperação, turbinado pelo aumento de 13% na tarifa, simplesmente saem do negócio numa boa, ricos, sem processos, nada. Tudo numa boa.

    Agora entregam o negócio a uma nova “sangue suga” e o ciclo se retroalimenta.

    Obrigado Jatene !!

  • Pasmo disse:

    È verdade, infelismente isso faz parte da minha história. Vi com os meus proprios olhos a conseguencia da privativatização da Rede Celpa, quando o governo do PSDB defendia que era a melhor solução para a empresa…

  • Guilherme disse:

    ” Não queríamos ter ouvido essa notícia da mais descarada consequência de privataria – Tucana- de que se tem notícia no setor energético no país.
    Mas, para evitar a falência da Celpa, a Equatorial Energia fechou contrato para a compra da distribuidora paraense de energia.
    A Equatorial adquiriu a distribuidora do Grupo Rede Energia por 1 real, assumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa.
    A Celpa estava em processo de recuperação judicial e era a única das nove distribuidoras de energia do Grupo Rede sem intervenção pelo governo.

    Vamos relembrar a locução de alguns resumos dos capítulos dessa novela:

    Caso Celpa

    Loc- A Justiça fala em três bilhões de reais, o mercado fala em quatro bilhões de reais em dívidas da Celpa, concessionária que em maio deste ano solicitou o pedido de recuperação judicial. De lá até o mês atual, as negociações entre a empresa do grupo Rede e possíveis investidores não foram fechadas com regras claras e deferidas pela Aneel.
    Loc- A Celpa, empresa de concessão pública (gerenciadora de bem público) foi privatizada pelo PSDB em 1998, vendida pelo valor de 450 milhões de reais. E durante todos esses anos as taxas mínimas de lucros não ficaram no Pará, para investimentos na qualidade dos serviços de distribuição (ampliação da rede de abastecimento, tecnologias etc.). Cerca de dois mil trabalhadores foram demitidos, e em 12 anos a terceirização dos serviços foi triplicada.
    Loc- Os dividendos foram repassados a empresas do grupo fora do estado, e somente pouco mais da metade acumulado dos recursos foram empregados em investimentos como determina a Agência reguladora do setor, cerca de 280 milhões, quando deveriam ter sido investidos 660 milhões de reais.
    Loc- Com uma perda judicial em 2004 no valor de 370 milhões de reais, a empresa emprestava de outras empresas do grupo e a dívida foi aumentando, e os tributos também foram sendo calotados, chegando em 2006 a cerca de 415 milhões de reais.
    Loc- Para evitar a falência, o pedido de recuperação judicial, em 2011, evidenciou o alto valor das dívidas, e ao mesmo tempo da má gestão do bem público, tornando-se a pior distribuidora de energia no ranking nacional.
    Loc- O deputado Puty desde o início do processo, junto ao Ministério Público Estadual e Federal, briga para manter transparente a apuração das causas de insolvência financeira da Celpa. O deputado solicitou audiências públicas, para cobrar da Aneel esclarecimentos sobre a fiscalização dos processos de negociação e repactuação das dívidas, que envolvem um bem público e cobrar a melhoria na qualidade dos serviços.
    Loc-Em meio a esse processo, o aumento da tarifa foi autorizado pela justiça. Esse aumento de 12,7% foi uma moeda na negociação entre a Celpa e possíveis investidores. Aumento esse que vai à contramão das políticas do setor, quando o governo propõe uma política de diminuição dos tributos, o que prevê uma diminuição de 16,2% nas tarifas de todo país até 2013, e faz uma projeção de exclusão de mais taxas (PIS, COFINS).”

    Postado por Assessoria de Comunicação do deputado Claudio Puty, às 16:29