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	Comentários sobre: 40 anos de rádio	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		<title>
		Por: jose merabet-pinga		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jose merabet-pinga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 03:44:34 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>adoro vcs M.Dutra e S.Soares.merabet</p>
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		Por: CHAGUINHA		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CHAGUINHA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 12:25:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[BOM DIA JESO,

NÃO TEM NADA A VER COM O POST ACIMA, MAS ACHEI INTERESSANTE E QUE VC TOME CONHECIMENTO PARA MELHORAR MAIS AINDA E AINDA MAIS O SEU ( MOSSO BLOG).

CHAGUINHA

Internet - Ao rés do chão

Carlos Brickmann, Observatório de Imprensa

Tudo começou como uma brincadeira: um site que defende a candidatura Dilma Rousseff criou uma página heterodoxa do jornal baiano A Tarde e inventou a manchete &quot;Serra: vou criar o Ministério do Acarajé&quot;.

Imediatamente, virou verdade: blogs e sites petistas a usaram para criticar o candidato tucano. A falsa notícia enganou os editores do Blog da Dilma e do Amigos do Presidente Lula. Saiu no sábado, saiu no domingo, e só na segunda à tarde se divulgou que era uma invenção.

Aí a tática mudou: os petistas (que tinham caído no truque) tentaram ridicularizar os tucanos, que também caíram, dizendo que desde o início eles sabiam de tudo.

Não, não sabiam. Mas o problema principal não é este: é que, com a Internet, que expandiu o universo de quem pode se manifestar, houve mudanças importantes na área da comunicação. É preciso aprender a lidar com isso - tanto em termos jornalísticos quanto no da responsabilidade legal pelo que é divulgado. Gostemos ou não, o mundo agora é outro.

Liberdade de expressão é fundamental; também é fundamental que a liberdade de expressão seja exercitada com responsabilidade. Já bastam os comentários falsos atribuídos a personagens de alta credibilidade como Marília Gabriela, Paulinho da Viola e Millôr Fernandes.

Os valentes anônimos que se multiplicam nos comentários da Internet são perfeitamente dispensáveis. Quem quiser insultar, agredir, ofender, que o faça, mas assumindo a responsabilidade.

Há literatos anônimos que defendem Hitler, o Ato Institucional nº 5, a tortura; que atacam etnias e religiões; que defendem a morte de seus adversários ideológicos. Isso só acontece porque estão protegidos por aquilo que chamam de &quot;nicks&quot; - os &quot;nicknames&quot;, apelidos atrás dos quais se escondem.

Nos Estados Unidos, a prevenção a esse tipo de abuso já começou: há uma série de sites que, mantendo o espaço aberto a todo tipo de manifestação, exige de seus comentaristas que se identifiquem.

O Sun Chronicle, de Massachusetts, checa a identidade pelo número do cartão de crédito. O Buffalo News faz checagens diretas, exigindo que os comentaristas forneçam dados que permitam confirmar sua identidade. &quot;Os comentários anônimos são com frequência racistas e sexistas&quot;, diz Margareth Sullivan, do Buffalo News, e podem &quot;derrubar o teor e a reputação do site&quot;.

No Brasil, tudo depende do editor. Gustavo Chacra, que tem um primoroso blog sobre política internacional, leitura obrigatória para quem quer estar bem informado, proíbe formalmente o racismo e a falta de urbanidade. &quot;Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes&quot;.

A frase &quot;todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima&quot; pode parecer redundante, mas não é: vá a qualquer blog sobre futebol e achará discussões acirradas, em textos enormes, entre petistas e tucanos.

Ricardo Kotscho não é tão explícito quanto Chacra, já que não publica sistematicamente a lista do que não permite, mas age da mesma maneira correta: gente mal-educada, &quot;os cachorros loucos&quot;, ficam de fora. E está certo: se o que se quer, com a liberdade propiciada pela Internet, é expor todos os pontos de vista sobre uma determinada questão, o insulto, os preconceitos e a grosseria impedem que se faça luz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BOM DIA JESO,</p>
<p>NÃO TEM NADA A VER COM O POST ACIMA, MAS ACHEI INTERESSANTE E QUE VC TOME CONHECIMENTO PARA MELHORAR MAIS AINDA E AINDA MAIS O SEU ( MOSSO BLOG).</p>
<p>CHAGUINHA</p>
<p>Internet &#8211; Ao rés do chão</p>
<p>Carlos Brickmann, Observatório de Imprensa</p>
<p>Tudo começou como uma brincadeira: um site que defende a candidatura Dilma Rousseff criou uma página heterodoxa do jornal baiano A Tarde e inventou a manchete &#8220;Serra: vou criar o Ministério do Acarajé&#8221;.</p>
<p>Imediatamente, virou verdade: blogs e sites petistas a usaram para criticar o candidato tucano. A falsa notícia enganou os editores do Blog da Dilma e do Amigos do Presidente Lula. Saiu no sábado, saiu no domingo, e só na segunda à tarde se divulgou que era uma invenção.</p>
<p>Aí a tática mudou: os petistas (que tinham caído no truque) tentaram ridicularizar os tucanos, que também caíram, dizendo que desde o início eles sabiam de tudo.</p>
<p>Não, não sabiam. Mas o problema principal não é este: é que, com a Internet, que expandiu o universo de quem pode se manifestar, houve mudanças importantes na área da comunicação. É preciso aprender a lidar com isso &#8211; tanto em termos jornalísticos quanto no da responsabilidade legal pelo que é divulgado. Gostemos ou não, o mundo agora é outro.</p>
<p>Liberdade de expressão é fundamental; também é fundamental que a liberdade de expressão seja exercitada com responsabilidade. Já bastam os comentários falsos atribuídos a personagens de alta credibilidade como Marília Gabriela, Paulinho da Viola e Millôr Fernandes.</p>
<p>Os valentes anônimos que se multiplicam nos comentários da Internet são perfeitamente dispensáveis. Quem quiser insultar, agredir, ofender, que o faça, mas assumindo a responsabilidade.</p>
<p>Há literatos anônimos que defendem Hitler, o Ato Institucional nº 5, a tortura; que atacam etnias e religiões; que defendem a morte de seus adversários ideológicos. Isso só acontece porque estão protegidos por aquilo que chamam de &#8220;nicks&#8221; &#8211; os &#8220;nicknames&#8221;, apelidos atrás dos quais se escondem.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a prevenção a esse tipo de abuso já começou: há uma série de sites que, mantendo o espaço aberto a todo tipo de manifestação, exige de seus comentaristas que se identifiquem.</p>
<p>O Sun Chronicle, de Massachusetts, checa a identidade pelo número do cartão de crédito. O Buffalo News faz checagens diretas, exigindo que os comentaristas forneçam dados que permitam confirmar sua identidade. &#8220;Os comentários anônimos são com frequência racistas e sexistas&#8221;, diz Margareth Sullivan, do Buffalo News, e podem &#8220;derrubar o teor e a reputação do site&#8221;.</p>
<p>No Brasil, tudo depende do editor. Gustavo Chacra, que tem um primoroso blog sobre política internacional, leitura obrigatória para quem quer estar bem informado, proíbe formalmente o racismo e a falta de urbanidade. &#8220;Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes&#8221;.</p>
<p>A frase &#8220;todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima&#8221; pode parecer redundante, mas não é: vá a qualquer blog sobre futebol e achará discussões acirradas, em textos enormes, entre petistas e tucanos.</p>
<p>Ricardo Kotscho não é tão explícito quanto Chacra, já que não publica sistematicamente a lista do que não permite, mas age da mesma maneira correta: gente mal-educada, &#8220;os cachorros loucos&#8221;, ficam de fora. E está certo: se o que se quer, com a liberdade propiciada pela Internet, é expor todos os pontos de vista sobre uma determinada questão, o insulto, os preconceitos e a grosseria impedem que se faça luz.</p>
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