
À frente da operação, o recém-empossado comandante do CPR-1 (Comando de Policiamento Regional), tenente-coronel Godinho (foto).
Ele e apenas mais dois PMs foram a Belém, onde apanharam a carga, e a trouxeram a Santarém sem qualquer tipo de escolta. Bem diferente da praxe neste tipo de transporte.
O blog apurou que Godinho e dois soldados inexperientes, um deles formado no ano passado, deixaram Santarém a bordo de uma Hilux (placa JTG-2769) na sexta-feira (10) no final da tarde. A viagem no trecho Santarém-Belém-Santarém durou quatro dias.
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Na terça-feira (14), no final da tarde, os três PMs chegaram com o veículo carregado de munição, para armas de diversos calibres (38, 40, pistola e submetralhadora Galil).
Munição a ser usada na instrução de tiros por alunos do curso de formação de sargentos que se realiza na PM em Santarém.
Os três ocupantes da Hilux cinza cruzaram trechos considerados de alto risco pela própria PM no Pará, como é o caso do situado entre Marabá e Altamira. E ainda o entre Medicilândia e Rurópolis.
O transporte de munição nessa área é sempre feito com escolta de no mínimo de 6 a 10 militares especializados neste tipo de operação, e que são recrutados quase sempre junto ao GTO (Grupamento Tático Operacional), a tropa de elite da PM paraense.
Outro lado
O blog entrou em contato com CPR-1 por várias vezes. Adiantou o conteúdo da matéria, ainda assim não obteve qualquer explicação para o episódio.