Jeso Carneiro

BNDES planeja investir em Juruti

por Juliana Oliveira (*)

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) esteve em Juruti no mês de março para conhecer as ações do Conjus (Conselho Juruti Sustentável), visando entender o funcionamento do conselho e investir em projetos que contribuam com o crescimento da cidade.

Recentemente, o BNDES aprovou, no âmbito do Fundo Amazônia, apoio financeiro no valor de R$ 9,3 milhões à Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), para o desenvolvimento do projeto Fundo Dema – Uso Sustentável na Amazônia Paraense.

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O interesse do BNDES em conhecer o Conjus parte da política de atuação no entorno de projetos que promovem “oportunidades de desenvolvimento econômico e social nas áreas de influência de projetos, por meio do apoio coordenado a ações e investimentos de diversas naturezas, priorizados com base no planejamento e pactuação territorial e na atuação integrada do empreendedor, do poder público e demais agentes interessados”.

Dessa forma, o BNDES contribui pra diminuir o impacto gerado por grandes empreendimentos financiados com recursos do banco. O apoio do BNDES se dá por meio de financiamentos a projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços.

Além disso, o Banco atua no fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e destina financiamentos não reembolsáveis a projetos que contribuam para o desenvolvimento social, cultural e tecnológico.

Durante a reunião com o BNDES, que contou com a participação de mais de 40 entidades representativas do Conjus, foram apresentadas a organização e constiutição do Conselho, as ações das Câmaras Técnicas atuantes e os Indicadores de Juruti, gerados pela Fundação Getulio Vargas, além da apresentação do Fundo Juruti Sustentável, que tem facilitado que muitas entidades e associações que desenvolvem projetos que integrem aspectos sociais, econômicos e ambientais voltados para o desenvolvimento sustentável do território de Juruti, tenham acesso a recursos financeiros e materiais, de forma pública e transparente, alavancando outros fundos (públicos e privados).

A vinda do BNDES só foi possivel devido a articulação feita entre o Fundo Juruti Sustentável (Funjus) e o Banco. Para atender as exigencias do BNDES, o Conjus fará a revisão da Carta Juruti Sustentável, que apresenta as prioridades de Juruti, atendendo especificamente demandas e articulações de cada Câmara Técnica do conselho. Posteriormente, a coordenação do Conjus entrará em contato com o BNDES e apresentará propostas de projetos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida em Juruti.

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