Da Agência Pará:
Todos os segmentos sociais de Juruti discutem hoje, 16, a minuta do edital de concessão florestal que foi elaborado pelo Ideflor (Instituto de Desenvolvimento Florestal do estado do Pará).
O município receberá a primeira de quatro audiências públicas que serão realizadas para discutir o documento. Santarém, Aveiro e Belém também receberão audiências públicas, nos próximos dias 19, 23 e 26, respectivamente.
O documento disponibiliza pouco mais de 312,5 mil hectares de área para a concessão, na região Mamuru Arapiuns, no Baixo Amazonas. A área está localizada na Gleba Nova Olinda I, que engloba Aveiro, Santarém e Juruti.
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A concessão florestal é um dos principais instrumentos estabelecidos na lei de gestão de florestas públicas, Lei 11.284/2006, para o acesso dos recursos florestais madeireiros e não madeireiros.
A minuta com o edital de licitação para a concessão florestal pode ser consultada no site www.ideflor.pa.gov.br.
A primeira audiência será realizada no auditório na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Juruti, no dia 16, de 8h às 12h e de 14h às 18h. O prédio está localizado na avenida Joaquim Gomes do Amaral, nº 18, bairro Bom Pastor.
“As audiências representam a oportunidade para que todos os envolvidos e interessados na questão sejam ouvidos e também é a validação social do processo que resultará efetivamente nas concessões”, destaca Jorge Yared, diretor geral do Ideflor.
Na região, as comunidades estão sendo instruidas a desmatar, ocupar e reinvidicar o máximo de território da região, por Dilton Tapajós (ex Incra) e atual advogado das associações de moradores e Carlos Lemos (Ideflor), com o objetivo de garantir os royalties do minério.
Quando o interesse é a madeira, principalmente em ano eleitoral, o Governo do Estado não resiste há tentação de meter os pés pelas mãos.
Ao invés de promover primeiro o ordenamento fundiário da região e depois definir politicas especificas, já define ante mão área e tamanho para “concessão florestal”.
Ano eleitoral é sempre ano de festa para grileiros e madeireiros. E do caixa dos candidatos também.
Tiberio Alloggio