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	Comentários sobre: IDHM no &#8220;TV Blog do Jeso&#8221;	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		<title>
		Por: Moacyr Mondardo Junior		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/oeste-do-para/idhm-no-tv-blog-do-jeso.html#comment-133120</link>

		<dc:creator><![CDATA[Moacyr Mondardo Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2013 08:43:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Outra questão é a economia das duas regiões.  Hoje na Folha de São Paulo, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros defende que a causa da melhoria do IDHM em termos do país está na renda, que  no período 1993/2012 cresceu em termos de renda média anual 100% ou 4,7% médios anuais.  
E outra evidênicia desta evolução é que enquanto em 1993 apenas 1/3 da população economicamente ativa tinha vínculo de emprego formal, o que agora  estão no mundo formal 2/3 desta população.  Pergunto que tal comparar a renda média das duas regiões, qual foi a evolução do emprego formal nestas regiões?.  Como foi a evolução da economia das duas regiões no período?
Transcrevo abaixo o artigo 

Luiz Carlos Mendonça de Barros 

É o crescimento da renda, estúpido!

Uma economia que fez a renda média da sociedade dobrar em 17 anos não pode estar à beira do abismo 
Embora tenha durado apenas o tempo de uma flor de manacá, a exposição do aumento dos índices de IDHM dos municípios do Brasil na mídia precisa ser recuperada. Talvez tenha sido a notícia mais importante do ano para os analistas que procuram olhar o Brasil sob a ótica das mudanças estruturais de nossa sociedade. 

Os números são impressionantes e mostram um país que passa de uma posição vergonhosa no campo de desenvolvimento social para a companhia de sociedades mais justas e ricas. Mas essas informações entram em choque com o clima de que estamos próximos de um desastre e que tomou conta de boa parte dos agentes econômicos --empresários e financistas-- nos últimos meses. 

Não é possível que uma economia que fez com que a renda média real da sociedade dobrasse em 17 anos esteja à beira do abismo, mesmo que os resultados nos últimos três anos sejam decepcionantes. 

Em 1993, a renda média anual do brasileiro era --a valores reais de 2012-- de R$ 5.016,00, equivalentes ao câmbio também de 2012 a US$ 2.500. Em 2010, 17 anos depois, esse número atingiu R$ 10.884,00, ou seja, próximo de US$ 5.500. Um aumento de mais de 100% no período, o que corresponde a uma taxa anual composta de 4,7%. 

Mesmo se tomarmos como base a renda média de 1994, início do período do real, os números chamam a nossa atenção. Nesses 16 anos, entre o início do período de estabilidade de nossa moeda e o fim do ciclo de crescimento em 2010, o aumento real da renda média do brasileiro chegou a 64%, ou seja, cresceu a uma taxa anual de 3,14%. 

Todo economista sabe --ou deveria saber-- que o fator mais importante por trás das mudanças sociais é o crescimento econômico por um prazo longo. Importa menos a taxa anual de crescimento e mais a duração do período em que esse crescimento se sustenta. 

Uma segunda verdade em que acredito é a que nos diz que o principal --e mais difícil-- fator por trás do crescimento econômico sustentado é o aumento da renda real das famílias. Isso é verdade principalmente em uma sociedade de cigarras como a nossa, em que o consumo representa mais de 2/3 do PIB (Produto Interno Bruto). 

Por isso, os dados do Pnud da ONU, publicados recentemente, não surpreenderam a equipe de economistas da Quest Investimentos. Afinal, o quadro inicial das apresentações institucionais aos nossos clientes, desde 2007, apresenta um gráfico da renda real calculada pelo IBGE entre 1978 e 2013 e mostra, por meio de uma linha de tendência, seu comportamento nesse período. 

Em 1979, último ano do milagre econômico dos militares, a renda real anual era de R$ 7.464,00. Em 1993, fim do período em que tivemos uma hiperinflação histórica, o brasileiro médio ganhava anualmente apenas R$ 5.016,00. Ou seja, uma queda de mais 30% em 14 anos. Podemos contar essa mesma terrível história dizendo que, nesse período negro, o brasileiro empobreceu em média mais de 2% ao ano. 

A mais importante consequência desse longo período de crescimento que tivemos depois do Plano Real pode ser vista --a olho nu-- em uma fotografia da sociedade brasileira dividida em classes de renda. Ela também faz parte, desde 2006, das apresentações da Quest como um de seus pontos centrais. 

Para chegar a ela, dividimos os brasileiros em apenas duas classes de renda: na primeira estão aqueles que estão inseridos na economia de mercado, ou seja, têm carteira de trabalho assinada, acesso a crédito bancário e no comércio e estão protegidos por programas sociais como aposentadoria, seguro-desemprego e outros que não o Bolsa Família. 

Na outra classe, estão os brasileiros que vivem na informalidade e não têm acesso às instituições do mundo formal. 

Em 1993, os brasileiros da classe formal representavam um terço da população, ficando o grupo informal com os outros dois terços. Hoje temos a situação oposta, ou seja, dois terços vivem no mundo formal e o outro terço no informal. Uma mudança extraordinária e muito difícil de ser encontrada na história das nações emergentes como a nossa. 

Peço agora ao leitor que volte ao título desta coluna. 

lcmb2@terra.com.br 

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 70, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra questão é a economia das duas regiões.  Hoje na Folha de São Paulo, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros defende que a causa da melhoria do IDHM em termos do país está na renda, que  no período 1993/2012 cresceu em termos de renda média anual 100% ou 4,7% médios anuais.<br />
E outra evidênicia desta evolução é que enquanto em 1993 apenas 1/3 da população economicamente ativa tinha vínculo de emprego formal, o que agora  estão no mundo formal 2/3 desta população.  Pergunto que tal comparar a renda média das duas regiões, qual foi a evolução do emprego formal nestas regiões?.  Como foi a evolução da economia das duas regiões no período?<br />
Transcrevo abaixo o artigo </p>
<p>Luiz Carlos Mendonça de Barros </p>
<p>É o crescimento da renda, estúpido!</p>
<p>Uma economia que fez a renda média da sociedade dobrar em 17 anos não pode estar à beira do abismo<br />
Embora tenha durado apenas o tempo de uma flor de manacá, a exposição do aumento dos índices de IDHM dos municípios do Brasil na mídia precisa ser recuperada. Talvez tenha sido a notícia mais importante do ano para os analistas que procuram olhar o Brasil sob a ótica das mudanças estruturais de nossa sociedade. </p>
<p>Os números são impressionantes e mostram um país que passa de uma posição vergonhosa no campo de desenvolvimento social para a companhia de sociedades mais justas e ricas. Mas essas informações entram em choque com o clima de que estamos próximos de um desastre e que tomou conta de boa parte dos agentes econômicos &#8211;empresários e financistas&#8211; nos últimos meses. </p>
<p>Não é possível que uma economia que fez com que a renda média real da sociedade dobrasse em 17 anos esteja à beira do abismo, mesmo que os resultados nos últimos três anos sejam decepcionantes. </p>
<p>Em 1993, a renda média anual do brasileiro era &#8211;a valores reais de 2012&#8211; de R$ 5.016,00, equivalentes ao câmbio também de 2012 a US$ 2.500. Em 2010, 17 anos depois, esse número atingiu R$ 10.884,00, ou seja, próximo de US$ 5.500. Um aumento de mais de 100% no período, o que corresponde a uma taxa anual composta de 4,7%. </p>
<p>Mesmo se tomarmos como base a renda média de 1994, início do período do real, os números chamam a nossa atenção. Nesses 16 anos, entre o início do período de estabilidade de nossa moeda e o fim do ciclo de crescimento em 2010, o aumento real da renda média do brasileiro chegou a 64%, ou seja, cresceu a uma taxa anual de 3,14%. </p>
<p>Todo economista sabe &#8211;ou deveria saber&#8211; que o fator mais importante por trás das mudanças sociais é o crescimento econômico por um prazo longo. Importa menos a taxa anual de crescimento e mais a duração do período em que esse crescimento se sustenta. </p>
<p>Uma segunda verdade em que acredito é a que nos diz que o principal &#8211;e mais difícil&#8211; fator por trás do crescimento econômico sustentado é o aumento da renda real das famílias. Isso é verdade principalmente em uma sociedade de cigarras como a nossa, em que o consumo representa mais de 2/3 do PIB (Produto Interno Bruto). </p>
<p>Por isso, os dados do Pnud da ONU, publicados recentemente, não surpreenderam a equipe de economistas da Quest Investimentos. Afinal, o quadro inicial das apresentações institucionais aos nossos clientes, desde 2007, apresenta um gráfico da renda real calculada pelo IBGE entre 1978 e 2013 e mostra, por meio de uma linha de tendência, seu comportamento nesse período. </p>
<p>Em 1979, último ano do milagre econômico dos militares, a renda real anual era de R$ 7.464,00. Em 1993, fim do período em que tivemos uma hiperinflação histórica, o brasileiro médio ganhava anualmente apenas R$ 5.016,00. Ou seja, uma queda de mais 30% em 14 anos. Podemos contar essa mesma terrível história dizendo que, nesse período negro, o brasileiro empobreceu em média mais de 2% ao ano. </p>
<p>A mais importante consequência desse longo período de crescimento que tivemos depois do Plano Real pode ser vista &#8211;a olho nu&#8211; em uma fotografia da sociedade brasileira dividida em classes de renda. Ela também faz parte, desde 2006, das apresentações da Quest como um de seus pontos centrais. </p>
<p>Para chegar a ela, dividimos os brasileiros em apenas duas classes de renda: na primeira estão aqueles que estão inseridos na economia de mercado, ou seja, têm carteira de trabalho assinada, acesso a crédito bancário e no comércio e estão protegidos por programas sociais como aposentadoria, seguro-desemprego e outros que não o Bolsa Família. </p>
<p>Na outra classe, estão os brasileiros que vivem na informalidade e não têm acesso às instituições do mundo formal. </p>
<p>Em 1993, os brasileiros da classe formal representavam um terço da população, ficando o grupo informal com os outros dois terços. Hoje temos a situação oposta, ou seja, dois terços vivem no mundo formal e o outro terço no informal. Uma mudança extraordinária e muito difícil de ser encontrada na história das nações emergentes como a nossa. </p>
<p>Peço agora ao leitor que volte ao título desta coluna. </p>
<p><a href="mailto:lcmb2@terra.com.br">lcmb2@terra.com.br</a> </p>
<p>LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 70, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.</p>
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		Por: Moacyr Mondardo Junior		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/oeste-do-para/idhm-no-tv-blog-do-jeso.html#comment-132458</link>

		<dc:creator><![CDATA[Moacyr Mondardo Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2013 16:01:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa entrevista do Evaldo.  Ele usou didaticamente uma comparação entre os municípios fronteiriços do Tocantins com o Pará  para fazer um contraponto com o desenvolvimento humano dos municípios do Oeste do Pará, enfatizando o investimento maior naqueles municípios.  Mas eu gostaria também de acentuar outro aspecto: um estado mais próximo, menor, permite uma aplicação melhor e mais atenta dos recursos, com a população cobrando mais resultados de seus dirigentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa entrevista do Evaldo.  Ele usou didaticamente uma comparação entre os municípios fronteiriços do Tocantins com o Pará  para fazer um contraponto com o desenvolvimento humano dos municípios do Oeste do Pará, enfatizando o investimento maior naqueles municípios.  Mas eu gostaria também de acentuar outro aspecto: um estado mais próximo, menor, permite uma aplicação melhor e mais atenta dos recursos, com a população cobrando mais resultados de seus dirigentes.</p>
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