Em uma rápida solenidade familiar foi enterrado em um cemitério particular da região metropolitana de Belém, o corpo do ex-radialista José Luiz Pinheiro Araújo conhecido nos meios radiofônicos como “Luiz Araújo” que morreu na UTI do Hospital Regional de Campo Grande no Mato Grosso, após 23 dias em coma.
[Ele nasceu em Abaetetuba e foi criado em Alenquer].
A morte de Luiz Araújo foi anunciada na madrugada da última sexta-feira pela direção do hospital regional e o corpo chegou à capital do Pará na tarde deste sábado, transferido pelo Departamento Penitenciário após necropsia em Campo Grande.
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Do aeroporto, o corpo seguiu para a capela da Beneficente Portuguesa onde foi velado durante a noite toda e enterrado pela manhã [domingo] em um cemitério particular.
A família contratou dois seguranças que ficaram durante todo o velório na porta da capela impedindo que curiosos e a imprensa tivessem acesso ao local.
Segundo informações de uma pessoa que esteve no velório, aproximadamente 60 pessoas foram se despedir de Luiz Araújo. “Eram amigos de Alenquer e Abaetetuba que foram lá”, disse o homem que preferiu não ser identificado.
O cortejo saiu pouco depois das 9h e seguiu um trajeto definido pela família até o cemitério. A imprensa não teve acesso ao velório e nem ao cemitério em Marituba.
CASO NOVELINO
Luiz Araújo cumpria pena de 80 anos de reclusão em regime fechado pela morte dos irmãos Ubiraci e Uraquitã Borges Novelino, sendo 60 anos pelo duplo homicídio triplamente qualificado e 20 anos pelos crimes conexos que envolvia a ocultação de cadáver.
Luiz Araújo foi transferido logo após o segundo julgamento que ratificou a pena para a Penitenciária Federal de Campo Grande no Mato Grosso.
Em fevereiro, começou a ter problemas de saúde sendo submetido a processo cirúrgico que evoluiu para novas complicações entrando em coma, permanecendo assim durante 23 dias até a sua morte.