
Sempre que flagrados em atitudes suspeitas, ministros e similares do governo Lula I e II e Dilma – e ainda a gestão da ex-governadora Ana Júlia Carepa – foram alvos de vigorosas críticas na tribuna do Senado disparadas pelo senador paraense Mário Couto (PSDB).
Ao final de cada uma delas, ele cobrava o afastamento do suspeito do cargo até a conclusão das investigações.
Um dos seus alvos foi o ex-número 1 do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte Luiz Antonio Pagot, tachado de “ladrão” pelo parlamentar.
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– Cadê a nossa Transamazônica? Não é feita porque o dinheiro do Dnit vai para o bolso do Pagot – bombardeou Couto no início do ano passado.
Há pouco dias, Mário Couto foi colocado em igual posição de suspeito.
O MP (Ministério Público) do Pará o acusou de participar de um esquema de desvio de recursos públicos da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) entre 2003 e 2007, quando Couto presidia a Casa. E, por isso, ajuizou ação civil pública contra o parlamentar.
Tamanho do rombo: R$ 2,3 milhões.
Para manter a coerência, como prega Zé Dirceu, Mário Couto deveria pedir afastamento do Senado até que as acusações contra ele sejam devidamente esclarecidas.
Do contrário, assumirá o figurino de “falso Catão”, criado pelo petista para o senador.
– Mário Couto é um dos falsos catões que no Senado transformou seu mandato num exemplo de populismo denuncista.