Jeso Carneiro

4 meses depois do plebiscito, a vingança de Jatene

Jatene e seu vice Helenilson: prato frio

Amanhã (3), é dia de vingança em Santarém.

Vingança no melhor dos estilos: em prato frio.

Servido pelo governador Simão Jatene aos 14 ocupantes da Câmara Municipal de Santarém.

Eles que, no ano passado, oficializada a derrota da criação do estado do Tapajós no plebiscito, lavraram uma raivosa e destemperada Moção de Repúdio ao governador paraense “por não ter honrado sua palavra de se manter neutro como magistrado, referente ao plebiscito, se manifestando abertamente em favor do NÃO”.

Sobrou, inclusive, para o vice-governador Helenilson Pontes.

Quatro meses depois, vem o troco. Com estilo. Tapa na cara dos 14 com luva de pelica.

O secretário estadual de Obras Públicas (Seop), Joaquim Passarinho, desembarca amanhã para abrir licitação para 4 obras na região (3 em Santarém e uma em Itaituba).

Uma delas, adivinhe qual é?

A ampliação da Câmara de Vereadores de Santarém. Isso mesmo, a Câmara dos 14 signatários da moção que por pouco não transformou governador e vice do Pará em personas non grata no município.

Obra, portanto, a ser bancada com recursos do governo estadual. Do Parazinho, como muitos dos vereadores passaram a chamar, em tom pejorativo, Belém e arredores.

Mera retórica. Parazinho continuamos nós. Zinhos, principalmente, em atitudes.

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