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	Comentários sobre: Entre os ricos, Aécio voa	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		Por: Milton Peloso		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Milton Peloso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 14:06:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O jogo foi feito e ganho. Juros voltam a subir 

Publicado em 18-Abr-2013

Rentistas, especuladores, mercado felizes. Estimularam ao máximo as expectativas inflacionárias... 
O jogo foi feito e ganho. Rentistas, especuladores, mercado felizes hoje. Estimularam ao máximo as expectativas inflacionárias, exigiram aumento dos juros, ganharam adeptos dentro do próprio governo e emparedaram o Banco Central (BC) com uma massiva campanha via mídia mostrando o povo insatisfeito com o aumento dos alimentos. Construíram até uma imagem popular do vilão da inflação, o tomate.

Resultado: mesmo com o Índice de Preços do Consumidor Ampliado (IPCA) - um dos principais parâmetros para medir a taxa inflacionária -  em queda e com os preços dos alimento em desaceleração, mesmo com o PIB estagnado em menos de 1% há 10 trimestres, os juros da taxa Selic foram aumentados em 0,25 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do BC iniciada na 3ª feira e encerrada ontem.

O objetivo: juros reais de 3%. O ideal para os rentistas seriam 5%. Como a inflação independe de 0,25 ponto e tende a cair, o objetivo dessa estratégia contra o país é chegar a juros anuais de 8,25% ou mesmo 8,75%, um aumento 1,5 ponto na Selic - como muitos pediam ontem -  com inflação de 5,5% e 3% de ganho de juros reais, devolvendo o Brasil para os primeiros lugares no pódio dos juros reais mais altos do mundo...

Quatro alternativas viáveis, a serem adotadas imediatamente

Isso sem falar na consequência cambial de uma política monetária apoiada na alta dos juros, que valoriza o real e estimula as importações. Nossa expectativa é que prevaleça no COPOM a cautela expressa no comunicado onde o próprio Comitê pondera sobre as incertezas externas que recomendam uma política monetária administrada de forma cautelosa.

Mas já é hora de o governo adotar as medidas propostas pela CUT em comunicado de seu presidente, Wagner Freitas, divulgado ontem. Vejam, elas são o mínimo que o país espera, pode e deve adotar:

Para enfrentar a inflação propomos que sejam aprofundadas medidas como: 1) a desoneração dos itens da cesta básica, incluindo impostos estaduais e municipais; 2) a ampliação da capacidade de atuação da Companhia de Nacional de Abastecimento (CONAB) por meio de estoques reguladores para estabilização dos preços ao consumidor; 3) atenção aos crescentes movimentos de concentração de mercado ocorridos no país - fusões e aquisições -, principalmente no que diz respeito ao poder de mercado e capacidade desses grandes grupos de influenciar os preços de mercado; 4) avançar na desindexação de contratos e tarifas públicas. Além, evidente, da ampliação da infraestrutura produtiva e social que, entre outros efeitos, reduz custos e preços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jogo foi feito e ganho. Juros voltam a subir </p>
<p>Publicado em 18-Abr-2013</p>
<p>Rentistas, especuladores, mercado felizes. Estimularam ao máximo as expectativas inflacionárias&#8230;<br />
O jogo foi feito e ganho. Rentistas, especuladores, mercado felizes hoje. Estimularam ao máximo as expectativas inflacionárias, exigiram aumento dos juros, ganharam adeptos dentro do próprio governo e emparedaram o Banco Central (BC) com uma massiva campanha via mídia mostrando o povo insatisfeito com o aumento dos alimentos. Construíram até uma imagem popular do vilão da inflação, o tomate.</p>
<p>Resultado: mesmo com o Índice de Preços do Consumidor Ampliado (IPCA) &#8211; um dos principais parâmetros para medir a taxa inflacionária &#8211;  em queda e com os preços dos alimento em desaceleração, mesmo com o PIB estagnado em menos de 1% há 10 trimestres, os juros da taxa Selic foram aumentados em 0,25 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do BC iniciada na 3ª feira e encerrada ontem.</p>
<p>O objetivo: juros reais de 3%. O ideal para os rentistas seriam 5%. Como a inflação independe de 0,25 ponto e tende a cair, o objetivo dessa estratégia contra o país é chegar a juros anuais de 8,25% ou mesmo 8,75%, um aumento 1,5 ponto na Selic &#8211; como muitos pediam ontem &#8211;  com inflação de 5,5% e 3% de ganho de juros reais, devolvendo o Brasil para os primeiros lugares no pódio dos juros reais mais altos do mundo&#8230;</p>
<p>Quatro alternativas viáveis, a serem adotadas imediatamente</p>
<p>Isso sem falar na consequência cambial de uma política monetária apoiada na alta dos juros, que valoriza o real e estimula as importações. Nossa expectativa é que prevaleça no COPOM a cautela expressa no comunicado onde o próprio Comitê pondera sobre as incertezas externas que recomendam uma política monetária administrada de forma cautelosa.</p>
<p>Mas já é hora de o governo adotar as medidas propostas pela CUT em comunicado de seu presidente, Wagner Freitas, divulgado ontem. Vejam, elas são o mínimo que o país espera, pode e deve adotar:</p>
<p>Para enfrentar a inflação propomos que sejam aprofundadas medidas como: 1) a desoneração dos itens da cesta básica, incluindo impostos estaduais e municipais; 2) a ampliação da capacidade de atuação da Companhia de Nacional de Abastecimento (CONAB) por meio de estoques reguladores para estabilização dos preços ao consumidor; 3) atenção aos crescentes movimentos de concentração de mercado ocorridos no país &#8211; fusões e aquisições -, principalmente no que diz respeito ao poder de mercado e capacidade desses grandes grupos de influenciar os preços de mercado; 4) avançar na desindexação de contratos e tarifas públicas. Além, evidente, da ampliação da infraestrutura produtiva e social que, entre outros efeitos, reduz custos e preços.</p>
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