Do leitor Jonivaldo Sanches, sobre o post Senado põe fim à “farra” de novos partidos:

Preliminarmente, foi o STF o responsável pela estratégia dos políticos com mandados para criação de novas legendas. Isso porque forçou uma fidelidade partidária fundada na falsa premissa de que a cadeira parlamentar pertence ao partido.

Sabe-se que o voto no Brasil, graças as assimetrias do seu sistema eleitoral, é dado sobretudo no candidato e não na legenda (o voto é em lista aberta com permissão a coligação para formação da lista).

É o político, graças ao voto pessoal, que “puxa” votos para o partido nas eleições, não o contrário. Tanto é assim que levam eleitorado consigo ao mudarem de partidos.

O político pensou não posso sair do partido se não fico sem bancada para atuação parlamentar, porém se for grande liderança posso arregimentar liderados e criar um partido alinhado com meus interesses.

Resolução desse problemas não está em fórmulas casuístas como essa lei para deixar a míngua os novos partidos. Ela, aliás, é de duvidosa constitucionalidade.

É necessário reformar o sistema eleitoral com mecanismos de listas que fortaleçam os partidos tornando-os mais importantes que os objetivos puramente individuais dos seus quadros.

Se não todo político fisiológico voltar-se a criação de partidos com o fim de alinhar-se, sem ônus, ao governo hipertrofiados de plantão.

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