Jeso Carneiro

Fuso horário: não existe jornalismo

Professor universitário, Paulo Lima comenta o post Dupla ilusão tapajônica:

Tem uma coisa muito ruim no ar e louvo que o Jeso tenha aberto o blog para esse debate, além de concordar plenamente com o Dr. Jennings. As emissoras de TV e Rádio de Santarém (exceto a Rádio Rural) ao invés de informar estão em campanha pela manutenção dos interesses econômicos das sete famílias proprietárias do mass mídia brasileiro.

Defendem a manutenção desse horário anti-natural com unhas e dentes. Já teve debate numa rádio em que não havia opinião divergente. Seis pessoas num debate para concordarem uns com os outros! Para que serve isso? É debate?

Os telejornais comemoraram a “vitória” do Lira do Maia, o entrevistam e ele disse que era só mudar o horário da escola e tá pronto, todo mundo se acostuma… Isso é desrespeitoso com a inteligência de qualquer um. Em relação ao tema, não existe jornalismo. É recado, é quarto poder.

Temo que se tivermos um referendo aqui na região para decidir qual o horário apropriado vai ter mais investimento no “Não à mudança” de horário do que no plebiscito para a criação dos novos Estados. Com essa atuação dos veículos de comunicação de massa um referendo e sua força como consulta popular fica em risco.

Tá aí uma nota de pesar a autonomia intelectual dos que trabalham nesses veículos de comunicação. Todo mundo segue a ordem do dono. O que o dono quer vira notícia. E olha que todos são concessionários públicos, defendendo interesses privados…

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