
Território brasileiro onde a pecuária é um dos vetores de desmatamento, o Pará é terra também onde órgãos públicos dificultam o acesso a informações sobre o caminho do gado.
Não é por acaso que foi no estado , entre 2018 e 2021, pelo menos 91,2 mil animais saíram de terras públicas invadidas.
“O Pará vai na contramão de uma recomendação feita pelo Ministério Público Federal (MPF), ainda em 2015, para que a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Pará, a Adepará, dê plena transparência às informações da GTA, incluindo número, data de emissão, volume transportado, procedência (CPF, CNPJ, nome, estabelecimento, município), destino (CPF/CNPJ, nome, estabelecimento, município), idade, finalidade, unidade expedidora e observações”, revela o site Repórter Brasil em reportagem de fôlego sobre o tema.
A opacidade sobre o assunto, segundo o Repórter Brasil, é tão escandalosa que nem mesmo estatísticas de solicitações de informação sobre a GTA [Guia de Trânsito Animal] foram enviadas ao site, “com a alegação de que esses dados poderiam violar leis ou esbarrar em sigilos dos requerentes de informação”.
O Pará tem o 2º maior rebanho bovino do país, cerca de 26,7 milhões, o que representa um crescimento superior a 6 milhões de animais em um período de 4 anos, segundo a Adepará.
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