
A Polícia Civil do Pará, em conjunto com o Ministério Público do Pará e Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), deflagrou na manhã de hoje, 28, a segunda fase da operação Perfuga, denominada “O legado”.
Motivo: devido as condutas criminosas perpetradas na Câmara de Vereadores de Santarém, biênio 2015/2016, sob a presidência de Reginaldo Campos (PSC), terem se estendido à atual gestão, comandada pelo vereador Antonio Rocha (PMDB).
Até momento, a polícia já apurou que uma servidora lotada na Câmara, vinculada ao gabinete da presidência da Casa, encontrava-se cumprindo expediente no escritório do PMDB, na avenida Presidente Vargas, entre Silvino Pinto e Moraes Sarmento, bairro Santa Clara.
Somente após a primeira fase da operação Perfuga, no início de agosto, a servidora passou a cumprir expediente na Câmara, com lotação no gabinete da presidência.
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Por conta isso, a servidora é acusada de peculato – crime praticado por servidor contra a administração pública. O nome da servidora ainda não foi revelado.
Além do cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos, respaldado pela Justiça, realiza-se neste momento vistoria técnica para verificação das lotações de todos os servidores da Câmara.
É que durante as investigações surgiram evidências no sentido de que o número de servidores lotados na Casa seria incompatível com a estrutura física do Palácio Tapajós.
A vistoria técnica, segundo os órgãos envolvidos na investigação, visa impedir a manipulação e adulteração de informações relativas à lotação de servidores, considerando que há informações de que a lotação que não condizia com a realidade.
Em instante, mais informações.