Jeso Carneiro

Qual a plataforma política do locutor?

Professor universitário, Paulo Lima comenta o post Assédio a locutor de FM se intensifica:

Salve Jeso,

O fato do locutor ser popular e ter boa audiência não o qualifica como gestor público. Tem plataforma política? O país conhece vários desses exemplos como Anthony Garotinho, Wagner Montes e vários outros. Que contribuição eles deram para a política? O Garotinho suponho que todos sabem, bom de papo no rádio e um show de corrupção e incompetência no Governo.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

Nota do blog: Não qualifica, caro Paulo Lima, e nem o desqualifica. Qual a plataforma política do senhor Inácio Corrêa, do senhor Alexandre Von, do senhor Nélio Aguiar, do senhor Helenilson Pontes, do senhor Pedro Peloso, do senhor Antônio Rocha, entre outros?

Essa plataforma, Paulo, entendo, deve ser construída em conjunto com os setores que apoiam tais candidaturas. É um processo em construção. Não deve ser fechada e nem elaborada por um único “ser iluminado”.

Garotinho e Wagner Montes são exceções numa regra de bons políticos originários do rádio.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

Réplica de Paulo Lima:
Jeso, o fato de os citados terem ou não plataforma política não justifica que não se deva cobrar por isso para pautar a importante decisão sobre em quem votar. O que não é bom para a democracia é cacifar quem tem tem acesso à meios de comunicação de massa na lógica de uma fábrica de políticos sem causas.

Ser um comentarista sobre temas genéricos do dia a dia de uma cidade, com uma pauta quase sempre negativa e motivada por interesses políticos me parece um mal começo para um político e um péssimo exemplo para o jornalismo. Ou se faz jornalismo com independência (como você faz) ou se está, como o Jorge Carlos, construindo uma campanha política há anos com um microfone na mão.

Sair da versão mobile