Coluna de hoje (5) do jornalista Élio Gaspari, sob o título Estádio Havelange:
Tendo renunciado à presidência de honra da Fifa depois da comprovação de que ele e seu ex-genro, Ricardo Teixeira, receberam indevidamente R$ 45 milhões de uma empresa de marketing, João Havelange podia pedir ao prefeito Eduardo Paes que trocasse o nome do estádio do Engenhão.
Isso poderia ser feito discretamente, dizendo-se que o novo nome será o de um atleta, escolhido pela população.
É isso ou fazer com que o Rio da Copa tenha um estádio com o nome de um grande cartola apanhado num lance de corrupção. Persistindo, a homenagem vira urucubaca para Havelange, para a cidade e para o país.
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Nota do blog: Conhecido popularmente como Colosso do Tapajós, o estádio Jader Barbalho, em Santarém, também merece essa troca, não?
Dois ex-governadores (Simão Jatene e Ana Júlia Carepa) tiveram o amparo da lei para fazê-la, mas por interesses políticos inconfessáveis resolveram não mexer nessa “urucubaca”.
O destino deu nova chance a Jatene para se redimir, e provocar a mudança. Mas olhando o arranjo das nuvens no céu paraense, a urucubaca deve continuar com vida longa.