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	Comentários sobre: Caixa preta da Saúde	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		Por: Everaldo Martins		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/saude/caixa-preta-da-saude.html#comment-195451</link>

		<dc:creator><![CDATA[Everaldo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2014 06:12:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A saúde é um voo que não tem caixa preta. A falta de estrutura no setor público e no setor privado, em qualquer país ou cidade do mundo, é determinada pelo custo de construção, instalação, implantação e operação / manutenção de hospitais, equipamentos, serviços e estratégias. Não sobra estrutura nem quando e onde tudo da saúde pública é pago por particulares ou custeado pelo governo.                                                                                                                     A falta de leitos não é generalizada. Infelizmente alcança mais as áreas de cirurgia e terapia intensiva. E proporcionalmente, a inexistência é muito menor do que a oferta atual, principalmente em clínicas mais gerais. Até no Canadá, Inglaterra, França e Cuba, onde o direito à saúde assegura o sistema mais como patrimônio coletivo, e nos Estados Unidos e Alemanha, onde a saúde é mais da economia de mercado, mesmo lá há falta de leitos para cirurgias eletivas, que não são de urgência, por exemplo. Como hérnia e retirada de placas e parafusos ortopédicos, por exemplo.                                                                                                                                                                   A demora no atendimento é uma realidade clara que se deve a muitas pessoas que necessitam de atenção médica e de saúde e aos poucos profissionais para assisti-las. Por que são poucos, os trabalhadores sanitários? Pela difícil, demorada e cara formação e pela falta de formação, ao mesmo tempo. Pela complexidade, inovação e indispensável comercialização da tecnologia, com o único propósito de sustentar preços e lucros. Pelo exagero do direito, à direita ( quando a lei é escrava da classe dominante) e pela impossível universalidade do direito, à esquerda ( quando a utopia é  impossível). Porque cultura,  compreensão, educação e ensino/aprendizagem são distâncias e fronteiras por desvendar, bem perto, bem dentro aqui.                                                         Por outro lado, porque são muitos os usuários, clientes, consumidores, os necessitados? Porque trabalham, se alimentam, se deslocam e se comportam ( seu estilo de vida), para adoecer. Porque não querem saber de refletir e pensar mas apenas de ganhar e comprar. Porque morrem e se matam . . . para viver. Aí procuram química e comprimidos para uma cura inalcançável, um falso anoitecer, porque nem chegaram a adoecer. Apenas não observaram que a experiência do sofrimento é uma procura, amiúde, ou um encontro inevitável, de vez em quando, durante a vida e a saúde. Dormem à base de tranquilizantes e tóxicos e acordam na manhã da véspera. Com as mesmas dificuldades, com os problemas iguais ou piores. Há médicos para entorpecer e viciar. Há segurados e indigentes para depender e mergulhar. Há a obrigatoriedade das receitas e dos atestados. Há os prefeitos das cidades menores e os barcos. Tem as farmácias para vender gato por lebre e as vacinas para prevenir e dar febre. Tem o mistério e a fé, o curioso para puxar; a beata para benzer, pois é. Tem o pastor para rezar e falhar e o rebanha na platéia do teatro, para enganar o diabo. E a fila anda, aumenta. E o tempo espera, aguenta.                                                         O voo da saúde não é cego. Não vê, quem não quer. A estratégia da atenção primária, integrada e integrando a rede secundária e terciária, é a caixa branca, o tesouro da saúde, As unidades básicas como centros de saúde geral, com equipes de saúde da família ( médicos, enfermeiras, odontólogos, técnicos de enfermagem)  e os agentes comunitários de saúde e de endemias é o voo que decolou com o programa &quot;Mais Médicos&quot;. Ou que segue voando, considerando os vinte e cinco anos do SUS. A viagem é transoceânica, talvez interplanetária. Mas a nave é de brigadeiro e o céu é de Deus. Se sensibilidade e inteligência humanas, epidemiologia ( ciência) e política, para ilustrar, perceberem, combinarem. Sem corporativismo, sem caixa preta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A saúde é um voo que não tem caixa preta. A falta de estrutura no setor público e no setor privado, em qualquer país ou cidade do mundo, é determinada pelo custo de construção, instalação, implantação e operação / manutenção de hospitais, equipamentos, serviços e estratégias. Não sobra estrutura nem quando e onde tudo da saúde pública é pago por particulares ou custeado pelo governo.                                                                                                                     A falta de leitos não é generalizada. Infelizmente alcança mais as áreas de cirurgia e terapia intensiva. E proporcionalmente, a inexistência é muito menor do que a oferta atual, principalmente em clínicas mais gerais. Até no Canadá, Inglaterra, França e Cuba, onde o direito à saúde assegura o sistema mais como patrimônio coletivo, e nos Estados Unidos e Alemanha, onde a saúde é mais da economia de mercado, mesmo lá há falta de leitos para cirurgias eletivas, que não são de urgência, por exemplo. Como hérnia e retirada de placas e parafusos ortopédicos, por exemplo.                                                                                                                                                                   A demora no atendimento é uma realidade clara que se deve a muitas pessoas que necessitam de atenção médica e de saúde e aos poucos profissionais para assisti-las. Por que são poucos, os trabalhadores sanitários? Pela difícil, demorada e cara formação e pela falta de formação, ao mesmo tempo. Pela complexidade, inovação e indispensável comercialização da tecnologia, com o único propósito de sustentar preços e lucros. Pelo exagero do direito, à direita ( quando a lei é escrava da classe dominante) e pela impossível universalidade do direito, à esquerda ( quando a utopia é  impossível). Porque cultura,  compreensão, educação e ensino/aprendizagem são distâncias e fronteiras por desvendar, bem perto, bem dentro aqui.                                                         Por outro lado, porque são muitos os usuários, clientes, consumidores, os necessitados? Porque trabalham, se alimentam, se deslocam e se comportam ( seu estilo de vida), para adoecer. Porque não querem saber de refletir e pensar mas apenas de ganhar e comprar. Porque morrem e se matam . . . para viver. Aí procuram química e comprimidos para uma cura inalcançável, um falso anoitecer, porque nem chegaram a adoecer. Apenas não observaram que a experiência do sofrimento é uma procura, amiúde, ou um encontro inevitável, de vez em quando, durante a vida e a saúde. Dormem à base de tranquilizantes e tóxicos e acordam na manhã da véspera. Com as mesmas dificuldades, com os problemas iguais ou piores. Há médicos para entorpecer e viciar. Há segurados e indigentes para depender e mergulhar. Há a obrigatoriedade das receitas e dos atestados. Há os prefeitos das cidades menores e os barcos. Tem as farmácias para vender gato por lebre e as vacinas para prevenir e dar febre. Tem o mistério e a fé, o curioso para puxar; a beata para benzer, pois é. Tem o pastor para rezar e falhar e o rebanha na platéia do teatro, para enganar o diabo. E a fila anda, aumenta. E o tempo espera, aguenta.                                                         O voo da saúde não é cego. Não vê, quem não quer. A estratégia da atenção primária, integrada e integrando a rede secundária e terciária, é a caixa branca, o tesouro da saúde, As unidades básicas como centros de saúde geral, com equipes de saúde da família ( médicos, enfermeiras, odontólogos, técnicos de enfermagem)  e os agentes comunitários de saúde e de endemias é o voo que decolou com o programa &#8220;Mais Médicos&#8221;. Ou que segue voando, considerando os vinte e cinco anos do SUS. A viagem é transoceânica, talvez interplanetária. Mas a nave é de brigadeiro e o céu é de Deus. Se sensibilidade e inteligência humanas, epidemiologia ( ciência) e política, para ilustrar, perceberem, combinarem. Sem corporativismo, sem caixa preta.</p>
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