Do leitor que se assina Rennan Silva, por e-mail:
Prezado Jeso,
Estou escrevendo a você porque acredito na força e no poder da imprensa. Há mais de 10 dias minha sobrinha está internada no Pronto Socorro Municipal de Santarém (PSM), infectada por uma bactéria chamada celulite pré-septal.
O tratamento dela é feito à base do antibiótico Oxacilina e do anti-infeccioso Ceftriaxona.
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O caso é que, pela segunda vez, esses medicamentos encontram-se em falta no referido hospital, o que causa interrupção do tratamento. Um dos sintomas dessa infecção é a febre, sendo que na semana passada estava faltando até DIPIRONA no PSM.
Enquanto isso, o nosso vice-prefeito anda alardeando aos quatro cantos da cidade que foi condecorado pelo mérito de Excelência de Gestão em Saúde Pública. Que excelência é essa que deixa pacientes sem tratamento por falta de medicamentos básicos como antibióticos e a própria dipirona no Hospital Municipal de Santarém?
Para coroar o descaso, as técnicas e responsáveis pela aplicação dos referidos medicamentos no PSM nem avisam as famílias dos doentes para que estes, por conta própria, possam procurar nas farmácias da cidade (nosso caso).
Nosso ainda foi um caso feliz, porque encontramos os referidos medicamentos que não custaram mais que R$ 6,00 por dose de 500 mg. Pelo valor, conclui-se que não é falta de dinheiro ou de remédio na cidade, é pura falta de responsabilidade dos gestores da saúde pública em Santarém, que deixam nosso hospital chegar a esse estado.
Amanhã (28) minha irmã, mãe da paciente, estará indo ao Ministério Público do Pará, para formalizar denúncia contra a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Santarém.
Espero que este não seja um grito único, pois esse com certeza, não é um caso único, visto que muitos outros pacientes passam pelo mesmo problema sem sequer saber que NÃO estão sendo medicados por falta dos respectivos medicamentos.
Infelizmente ainda temos que conviver com esse tipo de problema/realidade em nossa cidade.
Grato pela atenção que dispensar ao assunto.