Jeso Carneiro

Saúde recebe 5 milhões e não conserta mamógrafo

Na sessão de ontem (6) da Câmara de Vereadores de Santarém, a enfermeira Marcela Tolentino (PDT) fez um pedido no mínimo inquietante ao prefeito Alexandre Von: que mande consertar o mamógrafo da Casa da Mulher, há muito tempo quebrado e sem sinais de que essa situação se modifique a curto prazo.

Inquietante várias razões. Listo apenas três delas:

1º) Insensibilidade. Tanto a número 1 (Valdenira Cunha) como a número 2 (Lívia Corrêa) da pasta municipal de Saúde (Semsa) são médicas, e por isso sabem mais do que qualquer um da alta incidência do câncer de mama no Pará, onde essa neoplasia só perde em número de casos para o câncer de colo de útero. Ano passado, por exemplo, foram registrados 740 novos casos, metade deles no interior do estado.

2º) Prioridade. Há poucas semanas, a Semsa contratou, sem licitação (via inexigibilidade), o contador Carlos Mota Bernardes, que receberá da secretária R$ 130 mil/ano. A medida tem cheiro de maracutaia, e é tão urgente e imprescindível para a Saúde santarena como  contratar o show do Chiclete com Banana, para animar os pacientes do HMS (Hospital Municipal de Santarém).

3º) Recursos. Mês passado, a Semsa recebeu, cerca de R$ 5 milhões de verbas federais para o setor. Nenhum centavo foi reservado pelas secretárias para o conserto do mamógrafo.

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