
Realizada hoje, 21, uma operação da Polícia Civil do Pará em Santarém, em conjunto com o Ministério Público do Pará, denominada “Apate”.
O objetivo foi a busca e apreensão de documentos, além da prisão de 3 pessoas envolvidas no escândalos dos diplomas falsos na Semed (Secretaria Municipal de Educação), gestão da secretária Marluce Pinho, indicada pela família Maia para o cargo.
As investigações desse esquema criminoso estão a cargo do delegado Kleidson Castro, a pedido do MP, através dos promotores de justiça Lilian Braga e Rodrigo Aquino.
Um dos alvos de busca e apreensão da Apate foi a residência do chefe de gabinete do prefeito, Erasmo Maia, o ex-vereador e atual presidente local do DEM.
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É que a esposa de Erasmo, Flora Costa é suspeita de envolvimento no esquema, cujos crimes são associação criminosa, corrupção, falsificação de documentos públicos e inclusão de informações falsas em sistema de informações.
A Apate cumpriu 3 prisões temporárias, 9 medidas cautelares diversas da prisão e 14 buscas e apreensões.
Durante as investigações, surgiram evidências da existência de uma associação criminosa que atuava na Semed com a finalidade de venda de cargos públicos, mediante utilização de documento falso.
O epicentro da atuação da quadrilha era a Coordenadoria de Educação Infantil, que até setembro deste ano era comandada por Flora Costa. No dia 4 daquele mês, ela foi exonerada do cargo pelo prefeito Nélio Aguiar (DEM).
A polícia não quis revelar o nome das pessoas com prisão preventiva decretada.
POR QUE APATE
Apate na mitologia grega era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.
OUTRO LADO
Nota à imprensa da Prefeitura de Santarém sobre a operação Apate:
“A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), esclarece que a busca e apreensão realizada na manhã desta terça-feira (21) no prédio da Semed, refere-se ao uso de diplomas falsos por servidores.
Ressalta-se que foi a Semed que identificou os documentos falsos, exonerou os servidores envolvidos e informou o caso ao Ministério Público Estadual e à Polícia Civil para as devidas apurações.
Por fim, a Semed informa que está colaborando para as investigações.
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