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Policiais da DRDP com um dos presos na operação de hoje

Na manhã desta sexta-feira, 17, a Polícia Civil do Pará deflagrou a segunda fase da operação Burserina.

A operação, comandada por policiais do Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), teve por objetivo dar cumprimento a 3 mandados de prisão preventiva nos municípios de Breu Branco e Tucuruí.

Há 10 dias foi deflagrada a 1ª fase, com cumprimento de 3 ordens de prisão preventiva e 6 de busca e apreensão, em domicílios e órgãos públicos de Breu Branco.

A partir das provas coletados na 1ª fase, a polícia encontrou elementos para apontar a autoria de mais 3 indiciados.

Foram presos agora na 2ª fase Wesley Luchi, Lindomar Miranda Santos e Odair Jospe Moraes Viana – todos suspeitos de integrar uma associação criminosa para fraudar licitações em prefeituras.

UM ANO DE INVESTIGAÇÕES

As investigações, iniciadas há cerca de 1 anos, são decorrentes da operação Hades, coordenada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará e que apurou o assassinato do prefeito Diego Kolling, de Breu Branco, em maio do ano passado.

Por surgirem informações de ocorrência de crimes de atribuição da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas, a DRDP foi acionada, iniciando a partir daí investigação que levasse a autoria e materialidade de crimes contra a administração pública.

Nas investigações, foi constatado que empresas laranjas eram constituídas unicamente para compor quórum para instalação de licitação na Prefeitura de Breu Branco, enquanto outras previamente ajustadas garantiam a vitória no certame licitatório.

Na primeira fase da Burserina foram presos Ricardo José Peçanha da Silva Sena, Evanoel  Almeida de Araújo e Neilton Carlos da Silva Sena.

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Outro empresário preso na operação  Burserina de hoje

Ricardo Peçanha, conhecido na região por “Ricardo Chegado”, já havia sido preso em razão da acusação da morte do prefeito Diego Kolling.

JUIZ ANDREY MAGALHÃES

Ainda durante as buscas da operação Hades, policiais da DRDP apreenderam vasto material que revelava a atuação fraudulenta de Ricardo Peçanha com a participação dos outros empresários, através de 3 empresas:

— MAK Empreendimentos, Construções, DNR Construções e Atitude Empreendimentos.

O delegado Carlos Vieira, titular da DRDP, à frente do caso,  pediu à Justiça a prisão preventiva contra os investigados, que teve parecer favorável do promotor de Justiça Francisco Charles Pacheco Teixeira.

As ordens judiciais, nesta segunda fase da operação, foram proferidas pelo juiz Andrey Magalhães Barbosa.

Com informações da Polícia Civil do Pará

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2 Comentários em: Empresários são presos em operação da polícia em Tucuruí e Breu Branco, hoje

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  • Pedro disse:

    Acredito que a Polícia Civil junto com o MP estão colocando muito s corruptos de várias cidades na cadeia. Parabéns.

  • Marcos Paulo disse:

    Jeso, perguntar não ofende, será que noutros municípios paroaras não “rola” algo similar não?