Sem a presença dos réus Luiz Uchoa de Sousa, 56 anos, e Édson Barbosa de Lima, 59 anos, os jurados da 10ª Vara Penal em Santarém decidirão nesta terça-feira (8), a partir das 8h, se os dois devem ser condenados pelo homicídio qualificado (pena de 12 a 30 anos) contra a vítima José Maria Alves, vulgo “Didi”, que à época dos fatos tinha 43 anos.
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Didi foi atingido por tiros e facadas na colônia Terra Preta, em novembro de 1984, após uma festa que ocorria no barracão da comunidade.
Ocorre que momentos antes, durante a festa que se realizava na comunidade, a vítima havia morto com uma facada o sr. José Francimar Lima Barbosa, que o havia repreendido por atirar um copo de bebida no rosto de uma garçonete que trabalhava na festa.
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Francimar era irmão de Edson e primo de Luiz, que foram em seu encalço juntamente com outros comunitários, acabando por matá-lo com tiros e facadas, além de desfigurar o corpo da vítima com várias lesões, que inclusive deixaram suas vísceras expostas.
Os réus foram declarados revéis, por encontrarem-se foragidos em Manaus.
Essa é a terceira vez que a 10ª Vara tentará a realização deste júri, sendo que nas vezes anteriores não se realizou por falta de comparecimento dos réus e de seus advogados.
Agora, a Defensoria Pública, através do defensor Elton Ribeiro, assumirá a defesa dos réus, e o promotor Adleer Sirotheau realizará a acusação representando o Ministério Público do Pará.
O juiz Gerson Marra Gomes presidirá a sessão.
Fonte: 10ª Vara Penal/Jota Ninos