Jeso Carneiro

A monarquia oligárquica seduziu o PT

Análise política do sociólogo Tibério Alloggio a propósito do post O PT barbalhou:

O PMDB do Pará é uma monarquia oligárquica regional.

Por isso, a implementação do “Projeto Helder 2014″ representa a “renovação” de sua estrutura “monárquica” de base familiar.

Sai o pai e entra o filho.

O PSDB, por sua vez, em fase acelerada de extinção, nem isso tem a oferecer, e terá que ir de Simão Jatene mais uma vez.

Nesse quadro conjuntural, o PT poderia ao menos tentar “inovar”, e começar a propor uma nova geração de lideranças políticas, seja para o majoritário como no proporcional.

Mas, infelizmente, o PT paraense continua fortalecendo seu processo suicida de “mumificação”, insistindo em perpetuar mandatários que não querem “largar o osso”, atrelados até o pescoço no jogo de suas tendências que dominam e reproduzem de eleição em eleição.

Ou seja, nem uma renovação geracional o partido tem capacidade de propor ao povo do Pará.

Para o PT do Pará, o projeto “Helder Governador” acaba por ser uma forma de “repescagem” de seu peemedebista mor: o ex deputado Paulo Rocha, uma especie de Cândido Vaccarezza paraense, que deverá ser escalado para o Senado.

Enfim, nada de novo no horizonte.

É a política do mais do mesmo, que se alterna ora na oposição e ora na situação, mantendo o Estado travado no jogo de azar das três cartas.

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