Coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
As duas medidas serão embaladas em números que reafirmam a carência de médicos no país. Apesar de formar cerca de 16 mil doutores por ano, o Brasil tem 1,9 médicos por mil habitantes, contra 3,2 da Argentina, 4 da Espanha e 6,3 de Cuba.
E hoje um grupo de secretários estaduais e municipais de saúde do Norte e do Nordeste devem se manifestar em favor do programa de “importação”. O encontro será no Maranhão, que tem 0,6 médicos por mil habitantes.
“A pressão deles é muito grande”, diz o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, reafirmando que o projeto caminhará mesmo sob críticas. E mais: a demanda seria por 9.000 médicos estrangeiros, e não 6.000, como anunciou o Itamaraty. “O mercado nos grandes centros está aquecido e é difícil atrair médicos brasileiros para regiões remotas”, afirma ele.
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