
por Alaílson Muniz (*)
Hoje, tudo tem que ser rápido e curto. Uma imagem sozinha já é considerada notícia. A leitura de uma manchete é o limite para o leitor fundamentar sua crítica, sua opinião e garantir a segurança de conhecimento.
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A notícia não é assimilada e absorvida por critérios como: quem a fez? Como foi feita? Quem foi ouvido? Qual contraponto? Etc.
A sua importância é medida pela quantidade de público atraído.
A notícia é julgada pelo número de curtidas, de visualizações, compartilhamentos ou de comentários. Dessa forma, o “sucesso” da notícia foge da excelência das mãos de quem a fez e deságua na ‘terra sem lei’ que hoje se transformou a internet no Brasil.
Textões explicativos e bem trabalhados se tornaram sinônimo de chatice e perda de tempo.
O fato pode ser um deboche, uma discussão, um comentário polêmico ou até uma mentira, mas rapidamente se torna algo probo, notório e ‘verdadeiro’ pelo número de reações e compartilhamentos que ele causou.
O conteúdo agoniza diante da força da vitrine.
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* É jornalista, blogueiro e pai da Valentina.