Jeso Carneiro

A morte do conteúdo, por Alailson Muniz

conteúdo e redes sociais

por Alaílson Muniz (*)

Agoniza a construção da notícia e da informação em tempos de redes sociais.

Hoje, tudo tem que ser rápido e curto. Uma imagem sozinha já é considerada notícia. A leitura de uma manchete é o limite para o leitor fundamentar sua crítica, sua opinião e garantir a segurança de conhecimento.

A notícia não é assimilada e absorvida por critérios como: quem a fez? Como foi feita? Quem foi ouvido? Qual contraponto? Etc.

A sua importância é medida pela quantidade de público atraído.

A notícia é julgada pelo número de curtidas, de visualizações, compartilhamentos ou de comentários. Dessa forma, o “sucesso” da notícia foge da excelência das mãos de quem a fez e deságua na ‘terra sem lei’ que hoje se transformou a internet no Brasil.

Textões explicativos e bem trabalhados se tornaram sinônimo de chatice e perda de tempo.

O fato pode ser um deboche, uma discussão, um comentário polêmico ou até uma mentira, mas rapidamente se torna algo probo, notório e ‘verdadeiro’ pelo número de reações e compartilhamentos que ele causou.

O conteúdo agoniza diante da força da vitrine.

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* É jornalista, blogueiro e pai da Valentina.

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