por Álvaro Cunha (*)
O Projeto de Lei que criou o Frankenstein Núcleo de Gerenciamento de Obras (NGO) foi aprovado com 16 aloprados votos a favor, num total de 21 vereadores.
Então, assinale a opção correta:
a) Von Bom e os 16 aloprados supõem que a Seminfra é incompetente?
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b) Von Bom e os 16 aloprados supõem caber à Seminfra somente a coleta de lixo, iluminação pública, limpeza e pavimentação de ruas?
c) Von Bom e os 16 aloprados vão superinchar a máquina administrativa que prometeram enxugar em campanha?
d) Von Bom e os 16 aloprados repetirão a doidice que os irmãos “descontrolados do Carmo” fizeram em 8 anos de alopração?
e) Von Bom e os 16 aloprados precisarão pagar compromissos de campanha junto aos patrocinadores, base aliada e afins?
Ué, mas a folha de pagamento da prefeitura não ultrapassou o limite de 54%, porque 66% já estão comprometidos? Por que criar a 14ª secretaria já que é possível remanejar funcionários a custo zero?
Ora, se o cargo é de diretor, por que o salário tem que ser de secretário? O NGO custará em torno de R$ 600 mil ao orçamento da prefeitura! O diretor do órgão vai embolsar algo próximo dos R$ 10.000. É isso mesmo ou todo mundo está peidado da cabeça em Santarém?
Pelo que consta no projeto, o NGO funcionará com um grupo de engenheiros responsáveis por fiscalizar e gerenciar as obras de “GRANDE PORTE” realizadas pelo município, como a construção do hospital materno infantil, sistema de esgotamento sanitário, melhoria e ampliação do sistema de abastecimento de água, construção de unidades habitacionais, obras de drenagem e pavimentação de vias urbanas, sistema de engenharia de tráfego e mobilidade urbana.
Ok, tudo bem, até porque no papel tudo deve estar formatado segundo as regras do jogo etc, etc.
O legal é que o comando da pasta — possivelmente — será de Geraldo Bitar, engenheiro civil, passado na casca do alho e condenado a 6 anos de cana por falsificação de documentos, é mole?
Tanto PSDB [esse partido armênio], quanto PT do [antes perigoso e barbudo; agora, calado e bonzinho] Lulão vivem em função do estado; ambos mamam no estado em busca de vantagens e propinas.
É dificílimo decifrar o DNA das raposas, pois elas estão todas atentas, vigiando todos os galinheiros, de todas as secretarias, uma vez que os esquemões — para elas — é vida, é alegria é a razão profunda de serem eternos políticos.
Sempre houve corrupção, mas no passado era uma prática lateral, ainda dissimulada. A grande inovação de Von Bom (ba) foi se apropriar — com oportunismo obsceno — de 352 anos de corrupção endêmica e transformá-la em alavanca para governar, mantendo uma posição tolerante e democrática.
A irresponsabilidade narcisista dos “descontrolados do Carmo” deixou Von Bom (ba) numa sinuca, porque se não fizer nada, perde poder; e se fizer, perde prestígio. Tudo por causa desse método jesuíta de gerir a coisa pública.
Os macetes impedem planejamentos, projetos, aumentam os gastos públicos; provocam alianças espúrias; aprovam a 14ª secretaria; colocam políticos em cargos técnicos; estragam as contas, as obras, a infraestrutura; obrigam políticos honestos e homens de bem a transigirem com as chantagens.
Que cidade… Quando é que isso vai parar? Será que um dia teremos uma primavera mocoronga?
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* Santareno, é pós-doutor em etno-antropo-linguística. Reside atualmente em São Paulo. Escreve regularmente neste blog.