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	Comentários sobre: Conselhos à governadora sobre Belo Monte	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		<title>
		Por: Gil Serique		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21231</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gil Serique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 06:58:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21221&quot;&gt;alberto&lt;/a&gt;.

looser]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21221">alberto</a>.</p>
<p>looser</p>
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		Por: Gil Serique		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21230</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gil Serique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 06:26:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21229&quot;&gt;ANONIMO&lt;/a&gt;.

Queridissima, dá pra dar uma bola de futebol pra mim e outra bicicleta pro meu irmao???]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21229">ANONIMO</a>.</p>
<p>Queridissima, dá pra dar uma bola de futebol pra mim e outra bicicleta pro meu irmao???</p>
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		Por: ANONIMO		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21229</link>

		<dc:creator><![CDATA[ANONIMO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 06:18:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21225&quot;&gt;TELMO MOREIRA ALVES&lt;/a&gt;.

Cara governadora Ana Júlia,

O motivo de minha carta é um alerta. Cuidado! Muito cuidado, mas cuidado mesmo com a celeuma em torno do Polo Energetico do Tapajos. A senhora pode entrar para a história de nosso estado como a governante que ficou ao lado do seu povo, ou ao contrário.

Essas Plataformas são obras que em princípio enchem os olhos dos tolos e dos espertos, que já se articulam nos bastidores para dividir o butim. Qualquer cidadão, pleno de conhecimento e juízo, consegue entender o tamanho do impacto que uma obra dessa envergadura trará aos rios, à fauna, à flora, aos povos das cidades e aos povos da floresta (povos esquecidos da floresta).

Os néscios pensam nos empregos, nas ingênuas oportunidades de negócios, e acham que finalmente Deus, o governo e as empreiteiras se lembraram desse povo tão esquecido, às margens de rodovias semi-acabadas, que por anos esperam por mais asfalto; desse povo às margens de rios longínquos, onde a distância e o isolamento fazem analfabetos, fazem terras sem lei, pistolagem, grilagem, exploração ilegal de madeira e minérios, fazem os índices de mortalidade crescerem e fazem os irmãos do sul terem vergonha dos irmãos do norte.

Para as empreiteiras, é a sopa no mel. Lucros, superfaturamento, aditamentos em contratos, prazos não cumpridos, licitações fraudulentas, gordas comissões aos políticos, escândalos eleitorais e tudo que já estamos acostumados a ver e a sentir. Aliás, nós o povo paraense temos larga experiência no assunto, pois sempre sofremos as consequências da partilha do nosso estado, desde os tempos da ditadura, digo desde sempre, pelo poder central, em megaprojetos, a troco de algumas migalhas.

Foi assim em Tucuruí, foi assim em Carajás, foi assim em Porto Trombetas mas Belo Monte foi diferente. Well, os Kaiapos ficaram muito puto mas nao se pode satisfazer gregos e troianos. Andaram falando que a biodiversidade do planeta diminuiu, mas isso é papo de gente do contra. Agora aqui no Pará ta todo mundo com seu carro, a fabrica da Volkswagem facilitou e o planeta terra agradeceu. Com a fabrica de TV de Altamira todo mundo tem uma tv em cada quarto e assim podemos assistir o Big Brother sem ouvir os comentarios das minhas irmãs e vizinhas que antes vinham assistir aqui em casa.

Pois é, governadora, agora o nosso Brasil mais rapidamente se desenvolve, sua fome por energia é ainda maior, Egua, &quot;tamo&quot; quase fazendo parte do primeiro mundo e precisamos com urgência de mais energia para entrarmos no grupo dos 7 que logo será grupo dos 8, e eis que o destino do país se cruza com o destino do nosso estado. O que fazer? Os estudos são controversos, os sábios opinam, a sociedade está confusa e dividida. E aí governadora? Será que devemos ser do contra, ou entregar o ouro pro bandido? Han han ham!

Afinal de contas a senhora é a autoridade máxima, é quem dá as cartas, e pra complicar as coisas é do mesmo partido, e amiga da presidente Dilma Russef, que quer porque quer a famigerada hidrelétrica. E agora José?

Governadora, sei que a senhora tem consciência do hiperimpacto ambiental que teremos, sei logicamente que como brasileira também avalia as necessidades energéticas do país. Pois bem queridissima governadora, é nesse ponto que eu quero chegar, não o ponto G de gil. Se o pior acontecer, não venda barato esse nosso potencial. Não dê nada de mão beijada, novamente bote banca! Para Itaituba, outra universidade de verdade; Para aveiro uma fabrica de automoveis da Fiat , que asfaltem todas as ruas de Fordlandia. Varias piscinas artificiais com agua tratada para alter do chão, que terminem de asfaltar a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá, emancipe a vila de Boim (sabe onde fica?) e coloque um hospital , que Santarem  tenha um porto decente (até parece que é só Santarem), um polo petro-quimico em Pajussara(essa eu curti);  polo moveleiro em Belterra, recuperação de áreas degradadas, reflorestamentos, escolas públicas de qualidade, e que essa nossa Amazônia vilipendiada, explorada, abandonada e ignorada finalmente possa ser ouvida, e tirar algum proveito da situação.

Portanto, governadora, a hora é esta! Faça-se de gostosa, muito gostosa! Faça-se de rogada, blefe, coloque dificuldade, finja que não quer mais! Vire a mesa! quebre as garrafas, Recue! Diga que vai ouvir o Espanta Cão, o Apolinario, os índios, as Ongs! Negocie! Regateie. Chore, berre. Peça a presidente que coloque no papel o que nós vamos ganhar em troca.

Mais indústrias, hospitais, portos, aeroportos, rodovias, centros universitários, saneamento, que urbanização nossas cidades terão? Peça a ela que divulgue em outdoors, publique nos jornais e anuncie na TV o quê o Pará vai ganhar. Desta vez, eles estão em nossas mãos, não tenha dó! Fique do nosso lado. &quot;Somos todos iguais nesta noite&quot;.

Tenha certeza de uma coisa, cara governadora, preste bem atenção a energia não será para nós; sairá do alto Tapajos em forma de linhão, nem passará sobre nossas cabeças, e rumará ao Brasil que tem vergonha de nós! Mas quem ri por ultimo ri melhor, (ou melhor atrasado).

Ficamos sempre com a degradação ambiental, miséria, caos social, trabalho escravo, prostituição infantil, Eldorados dos Carajás da vida, e o nosso estado envergonhando um pouco menos, tamo chegando lá (sabe onde fica?).

Ushuaushuaushua!!!!

Haaaa, obrigado pelo Navegapará, aqui em casa a internet voa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21225">TELMO MOREIRA ALVES</a>.</p>
<p>Cara governadora Ana Júlia,</p>
<p>O motivo de minha carta é um alerta. Cuidado! Muito cuidado, mas cuidado mesmo com a celeuma em torno do Polo Energetico do Tapajos. A senhora pode entrar para a história de nosso estado como a governante que ficou ao lado do seu povo, ou ao contrário.</p>
<p>Essas Plataformas são obras que em princípio enchem os olhos dos tolos e dos espertos, que já se articulam nos bastidores para dividir o butim. Qualquer cidadão, pleno de conhecimento e juízo, consegue entender o tamanho do impacto que uma obra dessa envergadura trará aos rios, à fauna, à flora, aos povos das cidades e aos povos da floresta (povos esquecidos da floresta).</p>
<p>Os néscios pensam nos empregos, nas ingênuas oportunidades de negócios, e acham que finalmente Deus, o governo e as empreiteiras se lembraram desse povo tão esquecido, às margens de rodovias semi-acabadas, que por anos esperam por mais asfalto; desse povo às margens de rios longínquos, onde a distância e o isolamento fazem analfabetos, fazem terras sem lei, pistolagem, grilagem, exploração ilegal de madeira e minérios, fazem os índices de mortalidade crescerem e fazem os irmãos do sul terem vergonha dos irmãos do norte.</p>
<p>Para as empreiteiras, é a sopa no mel. Lucros, superfaturamento, aditamentos em contratos, prazos não cumpridos, licitações fraudulentas, gordas comissões aos políticos, escândalos eleitorais e tudo que já estamos acostumados a ver e a sentir. Aliás, nós o povo paraense temos larga experiência no assunto, pois sempre sofremos as consequências da partilha do nosso estado, desde os tempos da ditadura, digo desde sempre, pelo poder central, em megaprojetos, a troco de algumas migalhas.</p>
<p>Foi assim em Tucuruí, foi assim em Carajás, foi assim em Porto Trombetas mas Belo Monte foi diferente. Well, os Kaiapos ficaram muito puto mas nao se pode satisfazer gregos e troianos. Andaram falando que a biodiversidade do planeta diminuiu, mas isso é papo de gente do contra. Agora aqui no Pará ta todo mundo com seu carro, a fabrica da Volkswagem facilitou e o planeta terra agradeceu. Com a fabrica de TV de Altamira todo mundo tem uma tv em cada quarto e assim podemos assistir o Big Brother sem ouvir os comentarios das minhas irmãs e vizinhas que antes vinham assistir aqui em casa.</p>
<p>Pois é, governadora, agora o nosso Brasil mais rapidamente se desenvolve, sua fome por energia é ainda maior, Egua, &#8220;tamo&#8221; quase fazendo parte do primeiro mundo e precisamos com urgência de mais energia para entrarmos no grupo dos 7 que logo será grupo dos 8, e eis que o destino do país se cruza com o destino do nosso estado. O que fazer? Os estudos são controversos, os sábios opinam, a sociedade está confusa e dividida. E aí governadora? Será que devemos ser do contra, ou entregar o ouro pro bandido? Han han ham!</p>
<p>Afinal de contas a senhora é a autoridade máxima, é quem dá as cartas, e pra complicar as coisas é do mesmo partido, e amiga da presidente Dilma Russef, que quer porque quer a famigerada hidrelétrica. E agora José?</p>
<p>Governadora, sei que a senhora tem consciência do hiperimpacto ambiental que teremos, sei logicamente que como brasileira também avalia as necessidades energéticas do país. Pois bem queridissima governadora, é nesse ponto que eu quero chegar, não o ponto G de gil. Se o pior acontecer, não venda barato esse nosso potencial. Não dê nada de mão beijada, novamente bote banca! Para Itaituba, outra universidade de verdade; Para aveiro uma fabrica de automoveis da Fiat , que asfaltem todas as ruas de Fordlandia. Varias piscinas artificiais com agua tratada para alter do chão, que terminem de asfaltar a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá, emancipe a vila de Boim (sabe onde fica?) e coloque um hospital , que Santarem  tenha um porto decente (até parece que é só Santarem), um polo petro-quimico em Pajussara(essa eu curti);  polo moveleiro em Belterra, recuperação de áreas degradadas, reflorestamentos, escolas públicas de qualidade, e que essa nossa Amazônia vilipendiada, explorada, abandonada e ignorada finalmente possa ser ouvida, e tirar algum proveito da situação.</p>
<p>Portanto, governadora, a hora é esta! Faça-se de gostosa, muito gostosa! Faça-se de rogada, blefe, coloque dificuldade, finja que não quer mais! Vire a mesa! quebre as garrafas, Recue! Diga que vai ouvir o Espanta Cão, o Apolinario, os índios, as Ongs! Negocie! Regateie. Chore, berre. Peça a presidente que coloque no papel o que nós vamos ganhar em troca.</p>
<p>Mais indústrias, hospitais, portos, aeroportos, rodovias, centros universitários, saneamento, que urbanização nossas cidades terão? Peça a ela que divulgue em outdoors, publique nos jornais e anuncie na TV o quê o Pará vai ganhar. Desta vez, eles estão em nossas mãos, não tenha dó! Fique do nosso lado. &#8220;Somos todos iguais nesta noite&#8221;.</p>
<p>Tenha certeza de uma coisa, cara governadora, preste bem atenção a energia não será para nós; sairá do alto Tapajos em forma de linhão, nem passará sobre nossas cabeças, e rumará ao Brasil que tem vergonha de nós! Mas quem ri por ultimo ri melhor, (ou melhor atrasado).</p>
<p>Ficamos sempre com a degradação ambiental, miséria, caos social, trabalho escravo, prostituição infantil, Eldorados dos Carajás da vida, e o nosso estado envergonhando um pouco menos, tamo chegando lá (sabe onde fica?).</p>
<p>Ushuaushuaushua!!!!</p>
<p>Haaaa, obrigado pelo Navegapará, aqui em casa a internet voa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ANONIMO		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21228</link>

		<dc:creator><![CDATA[ANONIMO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 18:57:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Doutor Rui, o Sr pode incluir na sua lista de pedidos uma bola basquete pra mim e uma bicicleta da caloi pro meu irmão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Doutor Rui, o Sr pode incluir na sua lista de pedidos uma bola basquete pra mim e uma bicicleta da caloi pro meu irmão.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: gleydson pontes		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21227</link>

		<dc:creator><![CDATA[gleydson pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 01:53:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece que se o discurso for pro Brasil não parar de crescer (sem distinção de que parte dele irá realmente desenvolver-se) tá valendo até não cumprir as leis; e da parte do judiciário, valendo até não fazer cumprir as leis. A turma que irá sofrer as consequências diretas e as menos diretas dessa obra tá argumentando que o que se fez de discussão pública do assunto só serviu pra dizer que os trâmites legais foram cumpridos. Mas que na realidade a conclusão do governo de que o impacto é bem menor do que a reclamação é o resultado de um rolo compressor que compactou a democracia e o sentido da lei ambiental que exige estudos e audiência públicas sobre toda obra impactante.

Esse é o único caminho possível para oferecer energia para o país, disse o Governo federal. Essa conclusão e a pressa em fazer logo (e ai a pressa não é só do governo, mas dos mega-empresários, que por sua vez alimentam e turbinam os maus políticos (com dinheiro pra campanha e outras cositas). Desse pessoal não se espera ponderação, calma, debate público, responsabilidade com o restante dos interessados. Seus interesses vão geram argumentos que se tem sempre que duvidar antes de se tomar como legítimos – é uma questão natural.

Quanto ao texto que provoca esse discussão no blog, digo que Dr. Rui começa muito bem, ponderando sobre as consequências negativas para, principalmente, quem vai ser inevitavelmente atingido em cheio pelas implicações ruins da obra. Mas ao fim o toma o mesmo rumo dos demais defensores da hidrelétrica. E pra isso parte da rendição do pensamento do que é justo para as compensações econômicas e sociais para todos os municípios do Estado – para ser justo.

Isso apaga a preocupação ambiental e social da Amazônia, porque no fundo não se discute com isso só Belo Monte, mas esse modelo para a Amazônia – ou se imagina ingenuamente que essa sede de energia elétrica vai se satisfazer com Belo Monte e rio Madeira, ou, mesmo, são Luiz do Tapajós?

Estaríamos, como os demais, pretendendo apenas levar algo da situação, e não devemos entrar nessa.

Meu caro doutor, e demais comentaristas, todos aqueles serviços elencados devem ser reivindicados porque precisamos de alternativas pro nosso dia a dia de abandono estatal, porém não estamos aqui pra negociar isso a qualquer custo, mas para exigi-los do Estado como dever.

A discussão, o debate, a contestação devem ser feitos pelo que a obra é, pelo caminho que se está seguindo, e pela forma como isso é feito.

Não gostaria de ver a discussão de Belo Monte partir pro lado da vantagem que nós de Santarém ou Itaituba teremos com uma obra impactante (São Luiz do Tapajós tá bem mais perto de nós). Afinal, isso não imuniza o caos que se tornará aquela região com impacto social (o qual não entra nunca com peso nessas avaliações de impacto ambiental), como se o meio ambiente integrado apenas pelo que é natural.

Contudo, isso também não deve nos afastar da discussão, pois no fundo deve estar a discussão do modelo que foi escolhido para gerar energia. Esse modelo tem foco na Amazônia. Se for aprovado e aclamado pelos amazônidas e seus hóspedes vai se reproduzir em dezenas. E ao contrário do que boa parte da população brasileira imagina, tem densidade humana em todo parte da Amazônia – urbana e não urbana. São seres humanos que devem ser levados em conta. Em conta não apenas na vantagem econômica, como alguém que tem que levar algo em troca da mudança radical de sua vida. Afinal, a cultura, o modo que se vive, a relação entre os parentes e as famílias é patrimônio das comunidades do entorno do projeto. Sobre elas deve se abalar a ditadura da maioria? É assim? O Brasil, os brasileiros, precisam que suas vidas mudem em nome do crescimento e &quot;desenvolvimento&quot; de um Brasil que nunca conhecerão? E o centro urbano deve ser varrido pelos mal dos grandes projetos de alimentação da indústria nacional e, principalmente, internacional (isso envolve a mineração).

As experiências com projetos nesses moldes exigem das autoridades o cumprimento das audiências públicas com os prováveis atingidos, da mesma forma que com os atingidos diretamente.

Não se trata de barganhar. Não se trata de quanto ganhamos todos com isso.

Nesse caso o pragmatismo só servirá à sedução do projeto, como acontece em Juruti.

É muito claro que aquelas obras e serviços elencados pelo Dr. Rui (que merece respeito pela preocupação coletiva que expressa) não virão, chorando ou rindo a governadora do Estado diante do Projeto de Aceleração do Governo.

E energia limpa é um termo muito relativo para falar de hidrelétrica. A água pode ser limpa, e as instalações da hidrelétrica convidar para tirar uma foto como a hidrelétrica de Tucurui. Porém, as consequências sociais devem entrar nessa conta de teor de pureza (limpeza).

Não pretendo dar uma de técnico pra indicar qual a solução pra gerar a energia que a indústria pede. Mas é disso que se trata o principal questionamento. Estão questionando o projeto. Se as audiências (o termo teria o sentido de ouvir) previstas na lei não forem só pra enganar a população interessada, caberá aos espertos do assunto apontarem soluções ou outras direções. Isso não caberá (sob pena de se agir burramente) às pessoas simples, aos administrados do Estado brasileiro que tão vendo erros na coisa; aos que percebem erro no resultado da máquina mas não são obrigados a conhecer da sua engenharia para poder expressar sua observação, sua opinião. Enfim, quando se conclui que somente existe um caminho, o ser humano deve desconfiar de si mesmo, pois certamente existem outros.

Sinto desapontar em não ser eu quem vai dizer onde estão as alternativas, sem que isso me obrigue a concordar com o erro.

É uma pena ter que dizer isso (pode parecer passar um atestado de incompetência coletivo), mas espero que outra estrela internacional visite a Amazônia, dessa vez para tomar parte no festival do Tucunaré de São Luiz (o qual pretendo logo conhecer) e chamar a atenção do nosso povo para o projeto de hidrelétrica ali também. Hoje, a frustração da economia e dos problemas sociais da cidade de Itaituba estão sendo paulatina mas fervorasamente  encaminhados para o sonho da hidrelétrica, da grande obra do Tapajós, redenção daquela população frente ao desemprego e incompetência política para projetos que ultrapassem dois anos (entre safra eleitoral), e que apontam para grandes projetos alheios à população local como soluções mágicas para os nossos problemas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que se o discurso for pro Brasil não parar de crescer (sem distinção de que parte dele irá realmente desenvolver-se) tá valendo até não cumprir as leis; e da parte do judiciário, valendo até não fazer cumprir as leis. A turma que irá sofrer as consequências diretas e as menos diretas dessa obra tá argumentando que o que se fez de discussão pública do assunto só serviu pra dizer que os trâmites legais foram cumpridos. Mas que na realidade a conclusão do governo de que o impacto é bem menor do que a reclamação é o resultado de um rolo compressor que compactou a democracia e o sentido da lei ambiental que exige estudos e audiência públicas sobre toda obra impactante.</p>
<p>Esse é o único caminho possível para oferecer energia para o país, disse o Governo federal. Essa conclusão e a pressa em fazer logo (e ai a pressa não é só do governo, mas dos mega-empresários, que por sua vez alimentam e turbinam os maus políticos (com dinheiro pra campanha e outras cositas). Desse pessoal não se espera ponderação, calma, debate público, responsabilidade com o restante dos interessados. Seus interesses vão geram argumentos que se tem sempre que duvidar antes de se tomar como legítimos – é uma questão natural.</p>
<p>Quanto ao texto que provoca esse discussão no blog, digo que Dr. Rui começa muito bem, ponderando sobre as consequências negativas para, principalmente, quem vai ser inevitavelmente atingido em cheio pelas implicações ruins da obra. Mas ao fim o toma o mesmo rumo dos demais defensores da hidrelétrica. E pra isso parte da rendição do pensamento do que é justo para as compensações econômicas e sociais para todos os municípios do Estado – para ser justo.</p>
<p>Isso apaga a preocupação ambiental e social da Amazônia, porque no fundo não se discute com isso só Belo Monte, mas esse modelo para a Amazônia – ou se imagina ingenuamente que essa sede de energia elétrica vai se satisfazer com Belo Monte e rio Madeira, ou, mesmo, são Luiz do Tapajós?</p>
<p>Estaríamos, como os demais, pretendendo apenas levar algo da situação, e não devemos entrar nessa.</p>
<p>Meu caro doutor, e demais comentaristas, todos aqueles serviços elencados devem ser reivindicados porque precisamos de alternativas pro nosso dia a dia de abandono estatal, porém não estamos aqui pra negociar isso a qualquer custo, mas para exigi-los do Estado como dever.</p>
<p>A discussão, o debate, a contestação devem ser feitos pelo que a obra é, pelo caminho que se está seguindo, e pela forma como isso é feito.</p>
<p>Não gostaria de ver a discussão de Belo Monte partir pro lado da vantagem que nós de Santarém ou Itaituba teremos com uma obra impactante (São Luiz do Tapajós tá bem mais perto de nós). Afinal, isso não imuniza o caos que se tornará aquela região com impacto social (o qual não entra nunca com peso nessas avaliações de impacto ambiental), como se o meio ambiente integrado apenas pelo que é natural.</p>
<p>Contudo, isso também não deve nos afastar da discussão, pois no fundo deve estar a discussão do modelo que foi escolhido para gerar energia. Esse modelo tem foco na Amazônia. Se for aprovado e aclamado pelos amazônidas e seus hóspedes vai se reproduzir em dezenas. E ao contrário do que boa parte da população brasileira imagina, tem densidade humana em todo parte da Amazônia – urbana e não urbana. São seres humanos que devem ser levados em conta. Em conta não apenas na vantagem econômica, como alguém que tem que levar algo em troca da mudança radical de sua vida. Afinal, a cultura, o modo que se vive, a relação entre os parentes e as famílias é patrimônio das comunidades do entorno do projeto. Sobre elas deve se abalar a ditadura da maioria? É assim? O Brasil, os brasileiros, precisam que suas vidas mudem em nome do crescimento e &#8220;desenvolvimento&#8221; de um Brasil que nunca conhecerão? E o centro urbano deve ser varrido pelos mal dos grandes projetos de alimentação da indústria nacional e, principalmente, internacional (isso envolve a mineração).</p>
<p>As experiências com projetos nesses moldes exigem das autoridades o cumprimento das audiências públicas com os prováveis atingidos, da mesma forma que com os atingidos diretamente.</p>
<p>Não se trata de barganhar. Não se trata de quanto ganhamos todos com isso.</p>
<p>Nesse caso o pragmatismo só servirá à sedução do projeto, como acontece em Juruti.</p>
<p>É muito claro que aquelas obras e serviços elencados pelo Dr. Rui (que merece respeito pela preocupação coletiva que expressa) não virão, chorando ou rindo a governadora do Estado diante do Projeto de Aceleração do Governo.</p>
<p>E energia limpa é um termo muito relativo para falar de hidrelétrica. A água pode ser limpa, e as instalações da hidrelétrica convidar para tirar uma foto como a hidrelétrica de Tucurui. Porém, as consequências sociais devem entrar nessa conta de teor de pureza (limpeza).</p>
<p>Não pretendo dar uma de técnico pra indicar qual a solução pra gerar a energia que a indústria pede. Mas é disso que se trata o principal questionamento. Estão questionando o projeto. Se as audiências (o termo teria o sentido de ouvir) previstas na lei não forem só pra enganar a população interessada, caberá aos espertos do assunto apontarem soluções ou outras direções. Isso não caberá (sob pena de se agir burramente) às pessoas simples, aos administrados do Estado brasileiro que tão vendo erros na coisa; aos que percebem erro no resultado da máquina mas não são obrigados a conhecer da sua engenharia para poder expressar sua observação, sua opinião. Enfim, quando se conclui que somente existe um caminho, o ser humano deve desconfiar de si mesmo, pois certamente existem outros.</p>
<p>Sinto desapontar em não ser eu quem vai dizer onde estão as alternativas, sem que isso me obrigue a concordar com o erro.</p>
<p>É uma pena ter que dizer isso (pode parecer passar um atestado de incompetência coletivo), mas espero que outra estrela internacional visite a Amazônia, dessa vez para tomar parte no festival do Tucunaré de São Luiz (o qual pretendo logo conhecer) e chamar a atenção do nosso povo para o projeto de hidrelétrica ali também. Hoje, a frustração da economia e dos problemas sociais da cidade de Itaituba estão sendo paulatina mas fervorasamente  encaminhados para o sonho da hidrelétrica, da grande obra do Tapajós, redenção daquela população frente ao desemprego e incompetência política para projetos que ultrapassem dois anos (entre safra eleitoral), e que apontam para grandes projetos alheios à população local como soluções mágicas para os nossos problemas.</p>
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		<title>
		Por: mª elvira lédo		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21226</link>

		<dc:creator><![CDATA[mª elvira lédo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 01:50:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bem Dr. Rui, estou orgulhosa de você, defendendo com gabarito nossa rica Amazonia!!!
Bjão.
Dra. Elvira Lédo.]]></description>
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Bjão.<br />
Dra. Elvira Lédo.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: TELMO MOREIRA ALVES		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21225</link>

		<dc:creator><![CDATA[TELMO MOREIRA ALVES]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 01:14:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=3471#comment-21225</guid>

					<description><![CDATA[CARO AMIGO RUI:
VISTO QUE TE CONHEÇO E SEMPRE CONVERSAMOS, NÃO FOI SURPRESA LER UM TEXTO MARAVILHOSO COMO O TEU, CENTRADO, COERENTE, MUITO BEM ESCRITO E EXPRESSANDO SUA ILUMINADA VISÃO DE QUEM É BEM INFORMADO E DOTADO DE CONCIÊNCIA CRÍTICA PRUDENTE. AH SE A GOVERNADORA TE DESSES OUVIDOS, AH SE A MAIORIA DOS POLITICOS OLHASSEM AS COISAS PELO MESMO PRISMA PELO QUAL ENXERGA O CIDADÃO COMUM, O CONTRIBUINTE.
COLOCASTES PRA FORA A BRAVURA E O ENGAJAMENTO DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DOS ANOS 70 E 80 QUE FOSTES E QUE FUI. QUE O TEU EXEMPLO CONTAGIE OS UNIVERSITÁRIOS DE HOJE E QUE OS FAÇA ESQUECER MOMENTANEAMENTE AS FEIJOADAS E OS SHOWS DE BANDAS DE FORRÓ E SENTEM À MESA PARA DISCUTIR E OPINAR SOBRE ALGO QUE PODE INFLUENCIAR A VIDA DE MUITAS GERAÇÕES FUTURAS.
RUI, TRADICIONALMENTE OS POVOS AMAZONIDAS NUNCA FORAM CONSULTADOS SOBRE TUDO QUE JÁ SE QUIS FAZER POR AQUI E QUANDO O FOI, FOI SOMENTE PARA INGLÊS VER. BETTENDORF JUNTOU PRINCIPALMENTE JOVENS DE VÁRIAS ETINÍAS, NUM ÚNICO ARRAIAL SEM NENHUMA PREOCUPAÇÃO COM O QUE PODERIA ADVIR. TODOS OS GRANDES PROJETOS DO PERÍODO DE CHUMBO, JAMAIS LEVARAM EM CONTA O POVO QUE JÁ ESTAVA AQUI, OS  RESULTADOS ESTÃO AOS NOSSOS OLHOS, QUASE NENHUM PROGRESSO PARA A REGIÃO E A FORMAÇÃO EM FRENTE A TODOS ELES DE UM CHAMADO BEIRADÃO, COM MAZELAS SOCIAIS IMENSURÁVEIS. RECENTEMENTE A EMPRESA CAMARGO CORREA CHEGOU COM A PRIMEIRA LEVA DE TRABALHADORES NA PACATA E INOCENTE JURUTI, TROUXE 6 MIL HOMENS DE UMA SÓ VEZ, TUDO EM NOME DO PROGRESSO E AI FIQUE IMAGINANDO OU PERGUNTE A QUEM MORA LÁ,  O QUE ACONTECEU A SEGUIR.
A JORNALISTA MIRIAM LEITÃO ESCREVEU UM ARTIGO NO JORNAL O GLOBO QUE LEVANTA QUESTIONAMENTOS IMPORTANTES SOBRE A HIDOELÉTRICA DE BELOMONTE. DIZ FICAR PREOCUPADA COM A PRESSA DO GOVERNO EM APROVAR A EXECUÇÃO DA OBRA HÁ PRATICAMENTE 6 MESES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. REGISTRA EM SEU ARTIGO QUE A VICE-PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA, DÉBORA DUPRAT, OFICIOU O BNDS COM VÁRIAS INDAGAÇÕES ENTRE ELAS SE O BANCO FEZ ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DO PROJETO E SE PESOU O CUSTO DE DESLOCAR 50 MIL PESSOAS. ELA TAMBÉM DIZ QUE É PROPALADO QUE A HIDROELÉTRICA SERÁ A TERCEIRA DO MUNDO E QUE PRODUZIRÁ 11 MIL MW, PORÉM AFIRMA A ARTICULISTA QUE ESTES DADOS SÃO CONTESTADOS POR TÉCNICOS E QUE A PRODUÇÃO MÉDIA DE BELOMONTE MAL PASSARÁ DE 4 MIIL MW E POR 3 OU 4 MESES DO ANO PODE SER DE MENOS 1 MIL MW, PELO REGIME DAS AGUAS DO RIO QUE TODOS QUE MORAMOS NA AMAZÔNIA CONHECEMOS PERFEITAMENTE ESTAS VARIAÇÕES DE NIVEIS HIDRICOS. A JORNALISTA PUBLICA DADOS DIGNOS DE REFLEXÃO, DIZ QUE A ALEMANHA NO FINAL DE 2009, TINHA 25 MW DE ENERGIA EÓLICA. A ESPANHA 19.150 MW. EM TODA UNIÃO EUROPÉIA 75 MIL MW. OS ESTADOS UNIDOS TÊM 35 MIL MW. SERÁ QUE NO BRASIL NÃO TEMOS VENTO SUFICENTE PARA SUPERAR ESSES NÚMEROS. ISSO SEM FALAR NO POTENCIAL FOTOVOLTÁICO (SOLAR) DO BRASIL. A JORNALISTA FINALIZA: “ENFIM, QUEM PENSA QUE SÓ EXISTE BARRAGEM OU FÓSSIL, PRECISA URGENTEMENTE ATUALIZAR SEUS CONCEITOS”
NÃO SOU CONTRA TOTALMENTE A CONSTRUÇÃO DA HIDROELÉTRICA, PORÉM SOU TOTALMENTE A FAVOR DO MEU AMIGO RUI, SE É PRA SAIR QUE OS BEIRADEIROS, OS VARJEIROS, OS FILHOS DO BEIRADÃO, OS AMAZÔNIDAS, SEJAM MUITO BEM RECOMPENSADOS POR TUDO QUE POSSAM PERDER COM A MESMA E QUE SEJAM ASSEGURADOS PRINCIPALMENTE INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO E FORMAS DE OBTENÇÃO DE RENDA, SALÁRIO E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA.
R]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARO AMIGO RUI:<br />
VISTO QUE TE CONHEÇO E SEMPRE CONVERSAMOS, NÃO FOI SURPRESA LER UM TEXTO MARAVILHOSO COMO O TEU, CENTRADO, COERENTE, MUITO BEM ESCRITO E EXPRESSANDO SUA ILUMINADA VISÃO DE QUEM É BEM INFORMADO E DOTADO DE CONCIÊNCIA CRÍTICA PRUDENTE. AH SE A GOVERNADORA TE DESSES OUVIDOS, AH SE A MAIORIA DOS POLITICOS OLHASSEM AS COISAS PELO MESMO PRISMA PELO QUAL ENXERGA O CIDADÃO COMUM, O CONTRIBUINTE.<br />
COLOCASTES PRA FORA A BRAVURA E O ENGAJAMENTO DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DOS ANOS 70 E 80 QUE FOSTES E QUE FUI. QUE O TEU EXEMPLO CONTAGIE OS UNIVERSITÁRIOS DE HOJE E QUE OS FAÇA ESQUECER MOMENTANEAMENTE AS FEIJOADAS E OS SHOWS DE BANDAS DE FORRÓ E SENTEM À MESA PARA DISCUTIR E OPINAR SOBRE ALGO QUE PODE INFLUENCIAR A VIDA DE MUITAS GERAÇÕES FUTURAS.<br />
RUI, TRADICIONALMENTE OS POVOS AMAZONIDAS NUNCA FORAM CONSULTADOS SOBRE TUDO QUE JÁ SE QUIS FAZER POR AQUI E QUANDO O FOI, FOI SOMENTE PARA INGLÊS VER. BETTENDORF JUNTOU PRINCIPALMENTE JOVENS DE VÁRIAS ETINÍAS, NUM ÚNICO ARRAIAL SEM NENHUMA PREOCUPAÇÃO COM O QUE PODERIA ADVIR. TODOS OS GRANDES PROJETOS DO PERÍODO DE CHUMBO, JAMAIS LEVARAM EM CONTA O POVO QUE JÁ ESTAVA AQUI, OS  RESULTADOS ESTÃO AOS NOSSOS OLHOS, QUASE NENHUM PROGRESSO PARA A REGIÃO E A FORMAÇÃO EM FRENTE A TODOS ELES DE UM CHAMADO BEIRADÃO, COM MAZELAS SOCIAIS IMENSURÁVEIS. RECENTEMENTE A EMPRESA CAMARGO CORREA CHEGOU COM A PRIMEIRA LEVA DE TRABALHADORES NA PACATA E INOCENTE JURUTI, TROUXE 6 MIL HOMENS DE UMA SÓ VEZ, TUDO EM NOME DO PROGRESSO E AI FIQUE IMAGINANDO OU PERGUNTE A QUEM MORA LÁ,  O QUE ACONTECEU A SEGUIR.<br />
A JORNALISTA MIRIAM LEITÃO ESCREVEU UM ARTIGO NO JORNAL O GLOBO QUE LEVANTA QUESTIONAMENTOS IMPORTANTES SOBRE A HIDOELÉTRICA DE BELOMONTE. DIZ FICAR PREOCUPADA COM A PRESSA DO GOVERNO EM APROVAR A EXECUÇÃO DA OBRA HÁ PRATICAMENTE 6 MESES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. REGISTRA EM SEU ARTIGO QUE A VICE-PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA, DÉBORA DUPRAT, OFICIOU O BNDS COM VÁRIAS INDAGAÇÕES ENTRE ELAS SE O BANCO FEZ ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DO PROJETO E SE PESOU O CUSTO DE DESLOCAR 50 MIL PESSOAS. ELA TAMBÉM DIZ QUE É PROPALADO QUE A HIDROELÉTRICA SERÁ A TERCEIRA DO MUNDO E QUE PRODUZIRÁ 11 MIL MW, PORÉM AFIRMA A ARTICULISTA QUE ESTES DADOS SÃO CONTESTADOS POR TÉCNICOS E QUE A PRODUÇÃO MÉDIA DE BELOMONTE MAL PASSARÁ DE 4 MIIL MW E POR 3 OU 4 MESES DO ANO PODE SER DE MENOS 1 MIL MW, PELO REGIME DAS AGUAS DO RIO QUE TODOS QUE MORAMOS NA AMAZÔNIA CONHECEMOS PERFEITAMENTE ESTAS VARIAÇÕES DE NIVEIS HIDRICOS. A JORNALISTA PUBLICA DADOS DIGNOS DE REFLEXÃO, DIZ QUE A ALEMANHA NO FINAL DE 2009, TINHA 25 MW DE ENERGIA EÓLICA. A ESPANHA 19.150 MW. EM TODA UNIÃO EUROPÉIA 75 MIL MW. OS ESTADOS UNIDOS TÊM 35 MIL MW. SERÁ QUE NO BRASIL NÃO TEMOS VENTO SUFICENTE PARA SUPERAR ESSES NÚMEROS. ISSO SEM FALAR NO POTENCIAL FOTOVOLTÁICO (SOLAR) DO BRASIL. A JORNALISTA FINALIZA: “ENFIM, QUEM PENSA QUE SÓ EXISTE BARRAGEM OU FÓSSIL, PRECISA URGENTEMENTE ATUALIZAR SEUS CONCEITOS”<br />
NÃO SOU CONTRA TOTALMENTE A CONSTRUÇÃO DA HIDROELÉTRICA, PORÉM SOU TOTALMENTE A FAVOR DO MEU AMIGO RUI, SE É PRA SAIR QUE OS BEIRADEIROS, OS VARJEIROS, OS FILHOS DO BEIRADÃO, OS AMAZÔNIDAS, SEJAM MUITO BEM RECOMPENSADOS POR TUDO QUE POSSAM PERDER COM A MESMA E QUE SEJAM ASSEGURADOS PRINCIPALMENTE INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO E FORMAS DE OBTENÇÃO DE RENDA, SALÁRIO E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA.<br />
R</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Wilson		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21224</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Wilson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 12:23:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=3471#comment-21224</guid>

					<description><![CDATA[Para os que dizem que não há melhor opção que Belo Monte, procurem edição especial da Caros Amigos sobre o Tema meio ambiente, se não me engano publicada em 2008. Segundo os mais renomados cientistas da área, a atualização das linhas de transmissão e das usinas já existentes no país, geraria uma quantidade de energia maior que Belo Monstro e seria sim a alternativa mais viável, social, ambiental e economicamente, mas não podemos esquecer que tal alternativa não agrada aqueles que pagaram e pagam boa parte das campanhas políticas deste país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os que dizem que não há melhor opção que Belo Monte, procurem edição especial da Caros Amigos sobre o Tema meio ambiente, se não me engano publicada em 2008. Segundo os mais renomados cientistas da área, a atualização das linhas de transmissão e das usinas já existentes no país, geraria uma quantidade de energia maior que Belo Monstro e seria sim a alternativa mais viável, social, ambiental e economicamente, mas não podemos esquecer que tal alternativa não agrada aqueles que pagaram e pagam boa parte das campanhas políticas deste país.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Deputado Nilson Pinto		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21223</link>

		<dc:creator><![CDATA[Deputado Nilson Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 11:42:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Rui, muito rico o seu artigo, pleno de informações e de ponderações que não deveriam ser esquecidas. De fato a construção de Belo Monte deve ser cuidadosamente tratada, avaliada e ter mitigados seus múltiplos efeitos. Coincidentemente, escrevi vários artigos sobre a usina no meu blog, inclusive alertando para graves impactos sociais no Pará. O último foi publicado hoje mesmo pelo Jornal da Câmara. Se quiser dar uma olha, o blogo está neste endereço : https://nilsonpinto.wordpress.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Rui, muito rico o seu artigo, pleno de informações e de ponderações que não deveriam ser esquecidas. De fato a construção de Belo Monte deve ser cuidadosamente tratada, avaliada e ter mitigados seus múltiplos efeitos. Coincidentemente, escrevi vários artigos sobre a usina no meu blog, inclusive alertando para graves impactos sociais no Pará. O último foi publicado hoje mesmo pelo Jornal da Câmara. Se quiser dar uma olha, o blogo está neste endereço : <a href="https://nilsonpinto.wordpress.com/" rel="nofollow ugc">https://nilsonpinto.wordpress.com/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21222</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 03:47:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=3471#comment-21222</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21210&quot;&gt;Nestor&lt;/a&gt;.

Caro Nestor,
O Pará vem se vendendo muito barato meu &quot;caboco&quot;, entrega-se por qualquer tostão. Experimente tirar a zona franca de Manaus! Tirar royalties do petróleo do Rio! Cobrar de São Paulo um precinho melhor pela energia de Tucuruí ! Experimente vender o alcool combustível que em SP custa R$1,15 pelo mesmo preco em Santarém.
Quanto às alternativas, estas só surgirão com as discussões amplas e debates, tipo esse nosso. Chega de enfiar projetos goela abaixo da nossa gente, em troca de..., em troca de que mesmo?
Obrigado pelo seu comentário, abracos!
Rui]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/conselhos-a-governadora-sobre-belo-monte.html#comment-21210">Nestor</a>.</p>
<p>Caro Nestor,<br />
O Pará vem se vendendo muito barato meu &#8220;caboco&#8221;, entrega-se por qualquer tostão. Experimente tirar a zona franca de Manaus! Tirar royalties do petróleo do Rio! Cobrar de São Paulo um precinho melhor pela energia de Tucuruí ! Experimente vender o alcool combustível que em SP custa R$1,15 pelo mesmo preco em Santarém.<br />
Quanto às alternativas, estas só surgirão com as discussões amplas e debates, tipo esse nosso. Chega de enfiar projetos goela abaixo da nossa gente, em troca de&#8230;, em troca de que mesmo?<br />
Obrigado pelo seu comentário, abracos!<br />
Rui</p>
]]></content:encoded>
		
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