Jeso Carneiro

Eu vi a fúria nos céus de Santarém

por José Agostinho Fonseca (*)

Essa é uma história de pescador, de verdade. Eu estava pescando no rio Tapajós com mais três amigos, quando um de nós percebeu a primeira tromba d’água que estava se formando na outra margem do Tapajós.

Estávamos próximos ao porto da Cargil. Fomos então para a área das Docas, onde continuamos a pescaria entre o cais e os galpões da companhia.

Repentinamente o vento começou a “puxar a água do rio” bem ali na nossa frente.

Ao perceber que o fenômeno começou a se movimentar em nossa direção, procuramos ficar o mais protegidos possível na canoa. O vento aumentou consideravelmente e passou a poucos metros de nós.

Decidi continuar então fotografando com o celular. Para nossa sorte, este segundo evento foi mais fraco que o primeiro. A pescaria foi boa naquela manhã: rendeu bons peixes e muitos comentários.

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* Santareno, é músico e filho do falecido maestro Wilde Fonseca.

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