
por Jeso Carneiro (*)
Há uma servidora da Semed em Santarém com nome bíblico que pode entregar na bandeja as cabeças do esquema criminoso de diploma falso que saiu das sombras, semana passada, na maior secretaria do município.
Trata-se de Salomé Oliveira.
Ela é quem comandava o RH (Recursos Humanos) da Semed até o escândalo vir à tona.
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Quem a indicou para o cargo, com salário de 3 mil reais, foi a turma que manda, desmanda e encobre os podres poderes na secretaria: as famílias Maia e Pinto.
Salomé é uma espécie de caixa-preta dos diplomas falsos.
Conhece todo o modus operandi do esquema fraudulento, operado por uma quadrilha e cujo objetivo é desviar recursos dos cofres públicos.
Como armazena valiosas informações, a comissionada que ingressou na Prefeitura de Santarém em janeiro deste ano continua na Semed, ainda que tenha sido afastada do comando do RH.
Pelo silêncio de omertà, continua na secretaria e com o mesmo salário, só que em outro setor – no Jurídico.
Na terça-feira, 10, intimada, ela prestou depoimento pela primeira vez no Ministério Público do Pará sobre o caso. Ainda não falou tudo o que sabe.
Se abrir a boca, manchará a reputação de muita gente graúda na Semed, a começar pela titular da repartição, Marluce Pinto.
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* Repórter, é o editor do portal Jeso Carneiro.