por Júnior Chaves (*)
Alguns deles, inclusive, por seus proprietários “desistirem” da estagnação e até desaceleração da economia local, optando em migrar com seu empreendimento, de mala e cuia, para Altamira.
Diga-se de passagem, dia desses pousou aqui em Santarém um helicóptero dos bombeiros sediado naquela cidade. Trouxe uma gestante desde Uruará, que usufrui, assim, do extraordinário momento econômico que Altamira está vivendo ao deixar para trás décadas de discussões ambientalistas para romper em pleno desenvolvimento.
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A verdade seja dita, doa a quem doer: não há desenvolvimento sem impacto ambiental. A população de Altamira colhe agora os frutos de um boom econômico, mas as gerações futuras poderão pagar um alto preço.
Até lá, índios estão andando de Hilux e a população de um modo geral experimenta grande alvoroço financeiro que tem mudado a cara da cidade, deixando-a mais uniforme e aparentemente desenvolvida, com mesas fartas em novas edificações e empreendimentos sendo levantados diariamente.
Dia desses ouvi um empresário satirizando que falta pouco para se chamar o padre a fim de dar a extrema unção a Santarém. Trata-se de uma dura realidade perceber que o mundo gira em busca do desenvolvimento e aqui nunca conheceremos essa realidade.
Pelo menos até as tradicionais famílias da cidade sentirem em seu próprio bolso e então assumirem uma posição a favor de lutarmos para termos indústrias na cidade, a fim de se ter fonte de renda e desenvolvimento sustentável.
Ao contrário do que muitos bradam por aí, não vejo o empreendimento “Buritis” como a solução de nossos problemas, até porque uma vez endividado o povo em parcelas de terrenos, desacelera-se ainda mais a economia local.
Por outro lado, dizer que irá destruir a cidade parece-me (apesar de leigo no assunto) exagero.
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* Empresário e jornalista, reside em Santarém.