por Raimundo Gonçalves (*)
Depois de mais um título conquistado pelo Paysandu, torcedores, comissão técnica e jogadores devem e podem festejar o feito dentro de campo. O resto vai para o purgatório.
Acordo legal
Vamos viabilizar um acordo, de humildes, entre FPF, Paysandu e Clube do Remo. Nos próximos 10 anos, os dois dividirão os títulos em comum acordo: 5 para o Papão e 5 para o Leão, alternados ou como desejarem. Em 2011, depois das dez conquistas para os dois, eles abrirão mãos do próximo título para que um dos clubes das cidades que participam do Parazão consiga ganhar um – a cada década.
Tudo às claras
Se cumprirem o acordo, os clubes emergentes não terão prejuízos financeiros, moral e emocional, pois só investirão no ano que um deles irá conquistar o campeonato. Melhor 1 em 10 anos do que nunca. Manter-se-ia a tão famigerada hegemonia de títulos cobiçada pelas três entidades: Papão, Leão e Federação. E tudo ficaria às claras para sua própria torcida. Mas, para nós, a reflexão honesta: com o futebol que os dois vêm jogando não chegariam a nenhuma decisão não fosse a ajuda generosa da mãezona FPF.
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Os dois merecem
Para facilitar as coisas, os dois seriam privilegiados sem censura, pois com um histórico invejável no futebol, e tradições inquestionáveis, merecidas aos dois clubes de Belém, que tanto a FPF preza, já levariam como prêmio os 10 títulos na mesma moleza de sempre, porém, com uma cláusula.
Grama, lama, grama
Não se negaria por motivo nenhum um título a cada 11 anos a clubes que ajudam a manter com vida o pobre futebol paraense, estendido em berço de lama, por tudo que os poderosos fazem acontecer de indecente contra os nobres participantes sérios. E, se não concordarem com o acordo da década, o castigo dos 3 – Remo Paysandu e FPF – será de não entrar no céu. Deus não gosta dessa coisa feia que vocês fazem.
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* Santareno, é cronista esportivo do jornal Gazeta de Santarém. Escreve regularmente neste blog.