por David Marinho (*)
Por falta de informação e maus hábitos ambientais, parte da população de Santarém descarta com naturalidade efluente líquido ou águas servidas das residências, condomínios e lava-jatos diretamente nas sarjetas e ruas.
Esse hábito causa prejuízos ao poder público pelo fato de promover adubação das sarjetas com matéria orgânica oriundas de restos de alimentos, o que proporciona a proliferação de vegetação gramínea e arbustos, bloqueando o livre escoamento das águas pluviais.
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Bloqueada, essa água é redirecionando para o asfalto, causando encharcamento e sua fragilização. Amolecida, a pavimentação provoca o surgimento de buracos indesejáveis nas ruas.
Os restos de alimentos em sarjetas e ruas também atrair ratos, moscas, baratas, insetos em geral, que são vetores de doenças.
Seria bom que a Prefeitura de Santarém, através da Seminfra ou agentes de saúde, notificassem e orientassem os infratores a não descartarem mais água servida nas ruas, orientando-os a construírem sumidouros dentro do próprio imóvel, conforme determina o Código de Postura do Município.
Esse sumidouro pode ser feito em alvenaria ou, a um custo mais abaixo, aproveitando o desmonte das árvores de Natal deste ano, com pneus. O chamado “sumidouro ecológico”.
Na dificuldade de se furar os pneus para os drenos, pode-se usar “cacos de lajotas” como calços para o espaçamento dos três primeiros pneus inferiores.
Considerando-se que foram feitas 40 árvores de Natal, cada uma com 55 pneus, temos aí então 2.200 pneus, que dá para fazer 220 sumidouros ecológicos, com 10 pneus cada um.
A ideia está aí e o como fazer também.
É só colocar em prática.
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* Santareno, é projetista e gestor ambiental. Escreve regularmente neste blog.